sábado, 25 de julho de 2020

Dores de cabeça, medicamentos e alimentação

Olá,

Depois que fiquei encantada com
Maria Montessori e Paulo Freire,
comecei a ler sobre a
Pedagogia Waldorf. 
Como vai a sua quarentena? Crochetei um pouco durante a minha:

Quando fui percebendo que medicamentos não fariam efeito desejado para combater a Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) e que sou uma pessoa no TEA, fui mudando a minha alimentação.

Primeiro, eu cortei o açúcar (branco, demerara, mascavo, coco e light).

A qualidade de sono melhorou, pois o açúcar é energético e me deixa muito agitada. 

Eu sou muito sensível (uma comorbidade do TEA), por qualquer motivo fico com insônia, enjoos, dores de cabeça e no corpo - principalmente, pescoço e ombros -. Esses sintomas são desde a infância. 

Dependendo da intensidade, a dor de cabeça acaba comigo. Indo ao médico - neurologista -, ele pediu para que eu observasse as dores e o que as teria provocado. Na época, ele me deu um papel para ir preenchendo, isso faz tempo. 

Mas eu achei um aplicativo no PlayStore: Migraine Buddy ou Enxaqueca Buddy! Ele é focado para pessoas que tem crises de dores de cabeça, principalmente enxaquecas. Ao apresentar uma crise, a pessoa preenche detalhadamente variáveis, tais como: hora de início; hora de fim; tipos de crise; nível de intensidade da dor; regiões de localização da dor; tipos de medicação usadas; métodos de alívio; sintomas; etc. Tem em versão português, com alguns errinhos... 

Todas as vezes que tinha uma crise eu preenchia detalhadamente. Até ir percebendo que uma coisa ou outra passava despercebido e podia estar me provocando mal estar. 

Além do açúcar (demerara, mascavo, coco, light), descobri que a glicerina (glicerol), dextrose, maltodextrina e farinha de trigo branca me afetam. O açúcar no meu corpo é tipo veneno de cobra... é natural, mas não faz bem. 

Estou aproveitando para me adaptar a dieta LOWCARB. Não é fácil mudar a alimentação. No início, dá a impressão que você vai passar fome. Mas depois acostuma. 

Como faço uso da medicação para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG, mais uma comorbidade do TEA) - Cloridrato de Duolextina 60 mg/dia que possui sacarose (açúcar) na composição, fico controlando a alimentação para não impactar tanto o meu dia a dia. 

Eu amo coisas que facilitam o meu dia a dia, por causa da jornada de trabalho. Mas estou aprendendo que existe uma forte diferença no nível de qualidade quando se prefere desembalar do que descascar

Os produtos embalados DIET/LIGHT até possem informações no rótulo, mas não são tão transparentes como eu gostaria. Exemplo: 

Para ser Light, o o produto tem leite sem sua gordura natural (nata) e sem açúcar, mas o produto final - para ficar mais 'encorpado' - ganhou gordura vegetal e maltodextrina. Seis ou meia dúzia? (Esse é um dos métodos cabulosos que eu arrumei para tomar leite, porque eu não tomo e já fui advertida pelo médico várias vezes. Nem leite animal e muito menos o vegetal.)

E não só os produtos alimentícios:

Comprei esse medicamento a base de dipirona monoidratada para usar em momentos de dores de cabeça, mas tinha glicerol (glicerina).  Já reclamei com a empresa. À base de ibuprofeno, o ALIVIUM  também tem glicerina, já o BUSCOFEM não.

Enfim, para você - atípico ou não - cuidado com alguns ingredientes dos produtos chamados DIET/LIGHT. 

Para cozinha, eu recomendo o tomate seco LowCarb da Paty Goes:



Para leitura, eu recomendo:




Alerta: NÃO SOU VEGANA OU VEGETARIANA, mas amo alguns produtos veganos! 

Boa quarentena!

terça-feira, 7 de julho de 2020

Arquivamento do meu processo contra a UFMG


Olá,

O meu processo sobre o direito a uma vaga na universidade pública, neste caso a UFMG, foi arquivado.

As coisas não aconteceram como eu desejava, mas sempre tive uma suspeita sobre aquele excesso de facilidades divulgado pela mídia.


Não há pesquisa presencial para verificar os dados divulgados, somente baseado em questionários online em que não há cobrança para verificar se algo é verdade.

E sobre essa maioria ser de escola pública, há somente verificação da origem da formação do Ensino Médio. Nem para desempate é verificado mais tempo de vivência ou qual tipo de escola pública o concorrente veio. E escolas públicas são as Escolas Municipais, Escolas Estaduais, Escolas “Tiradentes” (Polícia Militar), Colégios Federais de Aplicação, Colégios e Institutos Federais Técnicos, Colégios Militares (Forças Armadas).

A maioria aprovada como escola pública é de Colégios Federais de Aplicação, Colégios e Institutos Federais Técnicos e Colégios Militares (Forças Armadas).

Sobre deficiente é raríssimo ver algo divulgado. Se durante a seleção anual da universidade um deficiente conseguir entrar, é uma super vitória. Geralmente, as vagas são rapidamente repassadas para outras modalidades, como ampla concorrência. 

Mesmo sabendo que a decisão final caberia ao juiz e que talvez não fosse conseguir a vaga, tentei ajudar por meio do processo mostrando as falhas, coisas óbvias que pareciam ser percebidas somente pelos candidatos que agiam de ‘má fé’.

Muitos colegas - de graduação - dos fraudulentos sabiam o que acontecia e preferiram se omitir, já que não haviam, diretamente, sido prejudicados pelo ato deles.

Mas a minha parte – mesmo moral, emocional e financeiramente prejudicada – eu fiz. Se algo vai mudar no sistema (do SISU, UFMG ou outra instituição federal de ensino superior), não depende de mim e nem da minha vontade.

Todas as ações coletivas que pude fazer, eu fiz. Mas por ser 'minoria', acabei indo mais para o individual, mas não esqueci que o bem maior deve ser sempre o alvo. Mas não consigo fazer nada estando tão de 'fora'.

Os dados da reportagem citada acima são da Andifes, uma associação - criada em 1989, período pós ditadura – dos representantes da universidades e colégios federais, que aparentemente fazem de tudo para beneficiar Colégios Militares, CEFETs, COLTECs, IFES e Colégios Federais de Aplicação?

... sem noção... parece que estou brincando de campo minado... clica em um quadradinho e abre aquele tanto de ‘bombinha’...

Já jogou 'campo minado'?

 Tudo de bom!

Carla