sábado, 23 de novembro de 2019

Eu sou uma aberração

Olá,

Isso aconteceu faz algum tempo. Mas, como eu não sou das mais espertas, demorei a perceber.

Eu gosto muito de ler e fazer cursos e, trabalhando como professora, fui fazer um curso de Plantas Medicinas na UFLA - Universidade Federal de Lavras.

Eu teria de me afastar da função de professora e, para não prejudicar os colegas e alunos, levei - com antecedência - uma documentação oficial da universidade declarando os dias em que estaria ausente no trabalho.

A direção da escola não cedeu e passou o caso para outro órgão, que por sua vez, também não cedeu ao meu pedido. Como estava tudo pago e eu tinha muita vontade de fazer esse curso, me ausentei. 

Mas com a minha documentação, a direção conseguiu que outra pessoa me substituísse de forma que nem os alunos e a escola ficasse prejudicada... somente eu. 

Fiquei feliz com o curso, aprendi muita coisa na época, fiz amizades... foi bom, mas fiquei no prejuízo financeiro e com o nome na Corregedoria (órgão responsável por fiscalizar os funcionários públicos). 

Passou uns dois meses depois, um outro professor - estudante de graduação da UFMG - também precisou se ausentar por uns dias para uma viagem técnica do curso e conseguiu, facilmente, a liberação por parte da direção e sem a necessidade de uma documentação oficial.

Eu fiquei com aquilo na cabeça. Por que o tratamento havia sido tão diferente? 

E várias vezes, eu percebia que as pessoas me tratavam tão mal. Por que aquilo? 

Até hoje e EUREKA: Eu não tenho jargão cristão. Caramba!

A direção era evangélica e o rapaz também. E eu.... eu... eu.... de repente, me bateu um medo. 

cor escura na pele + fala pouco + .... = 😬😨👽👽👽😱😱😱

Aprendendo mais uma vez que eu é que tenho a obrigação de me adaptar ao outro. 

Tchau,

Carla

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