quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mosaico português em Belo Horizonte

Olá,

Estou aproveitando esse momento de pausa no trabalho para conhecer mais as histórias de Belo Horizonte

A vida é tão corrida que eu não consigo apreciar direito tantas coisas. 😰

Sempre morei na periferia de Belo Horizonte e, atualmente, resido na periferia da Grande BH (Vespasiano). Mas antes de ter conhecimento sobre isso algumas "falas" dos adultos chamavam a minha atenção: 

"Hoje vou na cidade fazer algumas compras.

E eu ficava encabulada com isso. Por que uma pessoa que mora em Belo Horizonte diz que vai a cidade de Belo Horizonte fazer compras? 

Depois me explicaram que a construção da Belo Horizonte tinha como limite a Avenida do Contorno. Por isso que as pessoas que moravam além desses limites ficaram habituadas a dizer que iam a cidade e não ao centro comercial - na verdade, no português coloquial: "na cidade".

Por causa da extração de ouro - mais intenso durante o período colonial -, as terras de BH, naquela época conhecidos como Curral Del Rey, pertenciam a Sabará. Não sei se está relacionado à queda do império - 1889 - e implantação da República, mas mudaram a capital de Ouro Preto para a planejada Cidade de Minas, atual Belo Horizonte, fundada em 12 de dezembro de 1897.

De qualquer forma, em ambos os governos aconteceu um incentivo à imigração, principalmente mão de obra especializada que trariam novidades para essa terra. - eu sei que teve estupro e matança de indígenas e escravos, mas prefiro não discutir isso -. E é sobre essas novidades, também nas artes, que eu gostei: mosaico português, essas calçadas com pedras de tons brancos, preto e vermelho. 

Saindo da Avenida Afonso Pena (próximo a rodoviária) entrei na rua dos Caetés e fui andando até a Praça da Estação fotografando os passeios (calçadas) - na minha infância serviam para pisar no branco, salta o preto, pisar no preto, saltar o branco :

Estrela de Davi? Avenida Afonso Pena.

Rua dos Caetés

Casa Salles desde 1881! Rua dos Caetés.

Rua dos Caetés.

Rua Rio de Janeiro, esquina rua Caetés.

Avenida Santos Dumont
(antiga Avenida Commércio)

Avenida Santos Dumont 
(antiga Avenida Commércio)

Praça Rio Branco

Praça Rio Branco.

Praça Rio Branco.


Consegui passar em um trecho da rua Guaicurus - estava com um mal cheiro 🤢🤮 -  e tirei foto: Estrela de Davi?


Esse foi na Praça Rio Branco, da Rodoviária.


Gostaria de ter ficado mais tempo, mas não deu. E também queria ir a rua Guaicurus... mas quem já leu ou assistiu Hilda Furacão sabe que a vida lá é bem agitada depois que escurece. Medo do escuro? Não! Medo de assalto!

Antigamente, a linha de trem chegava na Estação, deixando os passageiros de frente para a comércio e trabalho na rua dos Turcos (rua dos Caetés) e Avenida do Commércio (atual Avenida Santos Dumont), e o dia terminava em diversão na rua dos Guaicurus.

Então, fico devendo fotos da rua Guaicurus (não achei o nome antigo dessa rua)! 

Para conhecer mais Belzonte (essa é para os mais íntimos), recomendo - não li todos -:
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O planejamento da Belo Horizonte foi inspirado na Reforma de Paris - ou Renovação de Haussmann que aconteceu durante o império de Napoleão III (governou entre 02/12/1852  a 04/09/1870) , sobrinho de Napoleão Bonaparte. 

Ainda não consegui fotografar, mas a Avenida Afonso Pena tem calçadas com mosaico em forma de flor de Lis - símbolo de monarquias francesas - e o primeiro convidado a conhecer essa cidade planejada e moderna foi o Rei da Bélgica - Albert I - em 1920. 

Inspirado na monarquia, com visitante monarquista, mas é república. 🤪🤯


Carla

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