terça-feira, 30 de julho de 2019

Lidando com a TEA

Olá,

Ainda estou aprendendo a lidar com o diagnóstico de Síndrome de Asperger/TEA (Transtorno do Espectro Autista). 

Sempre que posso leio um pouco sobre o assunto para entender e prevenir situações desagradáveis. 

Às vezes, sofro de comorbidades por causa disso: dores de cabeça - isso já me parar em hospital várias vezes -, dores no corpo, cansaço, os choros, as punições...

Acontece de algo não ocorrer como planejado ou sair muito imperfeito, e antes eu me punia muito por isso. Já fiquei horas sem comer, me proibia de comer doces, me vestia mal, ... mas nunca cheguei a me cortar. Talvez, por não gostar de cicatrizes. 

Hoje se algo dá errado, eu acho que mereço um presente por ter aguentado aquela situação. 

Ainda não consigo controlar as crises de choro. Antes de ir embora de Viçosa - estive lá esse fim de semana -, chorei na rodoviária. Tentei disfarçar, depois eu fui ficando mais calma. 

Estou me familiarizando com os termos meltdown, shutdown e burnout - leia o significado de cada um aqui - que podem acontecer com qualquer pessoa na TEA

Antigamente, não havia tanta informação. Mas dependendo do tipo de comorbidades, as famílias - de melhor estrutura financeira - internavam os parentes em hospitais psiquiátricos - incluindo aqueles que tinham características homossexuais, etc. 

Recomendo o filme "Garota, interrompida" que mostra o tratamento da jovem Susan em um Hospital Psiquiátrico. A personagem chegou a ser diagnosticada como Transtorno de Personalidade Borderline


Tchau,

Carla

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