domingo, 24 de março de 2019

Minha redação ENEM 2018

Olá,

Aprendo muito sobre o meu autismo com filmes, documentários, seriados e vídeos no Youtube. Cada autista é único, não somos todos iguais... nem todos são feras da Física como o Sheldon - 1 mestrado e 2 doutorados - do Big Bang Theory (recomendo). 

Autistas de alto funcionamento são famosos na área de exatas (física, química e matemática), mas recomendo muito o canal Mundo Asperger do Victor e sua mãe Sueli Mendonça. Eles são autistas - Síndrome de Asperger - e tem mais domínio na área de humanas (são escritores e youtubers). 

Mas ultimamente estou assistindo The Good Doctor. Tem me surpreendido pela qualidade e variadas situações em que o autista - asperger/savant - e residente em cirurgia passa em seu dia a dia. O personagem principal é interpretado pelo ator Freddie Highmore, que já tinha chamado a minha atenção no filme August Rush (O som do coração)... muito fofo! Estamos vivendo períodos de muito preconceito e o seriado é focado na inclusão, então tem uma médica negra, idoso, autista, latino ... achei interessante. O que toleramos em um filme ou seriado, um dia aceitaremos na vida real. 


Em um dos episódio, um jogador profissional de games está com um sério problema de saúde e o tratamento, talvez o deixe com muitas sequelas. Mesmo assim, ele decidi arriscar. 

Às vezes, eu tenho problemas com isso. Eu vou fazer algo em que posso ter sorte ou não... é muito isso... e eu me arrisco. Toda vez vem aquela vozinha no fundo dos meus pensamentos: "... quem não arrisca, não petisca...". Eu tento mudar isso em mim, mas até hoje não consegui. Porque quando dá certo, fico feliz; mas quando dá errado.... 😭😭

Eu arrisquei na redação do ENEM 2018 e consegui 860 pontos - queria no mínimo 900 -, dessa vez não coloquei título e usei uma de música de rock como citação. Achei o tema difícil, mas atual. Mantive os erros, ok?! (O Blogger não aceita parágrafo, fiz um +/-).

Eu queria 5x200=1000, mas só um 200 me deixou tão feliz. As outras
notas ficaram entre 160 a 180.

            Recentemente, no Brasil viveu-se a guerra de notícias sobre os candidatos à presidência. Além do horário eleitoral, os cidadãos tiveram de conviver com mensagens – sendo a maioria “fake News” – via redes sociais que influenciaram as opiniões de milhares de pessoas. Logo, percebe-se o quanto é difícil lidar com essa tal liberdade digital. Com base nisso, analisaremos os efeitos do controle e manipulação de dados para os usuários da internet.
       Durante o período da ditadura militar, convivia-se com a explícita regulação de notícias e informações divulgadas e a punição para os que almejavam à liberdade. Atualmente, iludidos pelo poder de compra e facilidade no acesso à diversas informações disponíveis, não se percebe a coleta de dados – para posterior padronização de produtos e comportamentos no mercado – a que se está sujeito ao fazer uma procura em um site de busca, como o “Google”.
     Além disso, essa padronização e mercantilização de dados não leva em consideração as constantes transformações da vida humana. De acordo com o Raul Seixas, é preferível ser uma metamorfose ambulante, isto é, o tempo todo sofre-se influência da mídia, família, religião, amigos, dentre outros, que nos altera de forma a nãos sermos mais registrados por esses algoritmos, o que não os torna tão verdadeiros e confiáveis.
       Portanto, infere-se a urgência em diminuir os efeitos dessa padronização de escolhas e comportamentos até culturais, visto que é inadmissível que uma sociedade moderna tenha de ser valer de tal método para persuadir pessoas, inclusive impactando a vida socioeconômica delas. Caberia ao governo aumentar a fiscalização de empresas que atuam nesse ramo, por meio de leis e multas para os contratantes e contratados deste tipo de serviço, para permitir uma real liberdade e privacidade no uso e pesquisa pelo usuário.

Não sei se o próximo ENEM terá essa liberdade de escrita e interpretação, porque o povo ficou revoltado por causa de uma questão que falava da criação de um dialeto. Opinião: não interessa o público que usufrui o dialeto, se ele existe precisa ser estudo. Cuidado com o ENEM 2019. 

Recomendo os seriados - eu não consigo acompanhar programas televisivos como novelas, porque o horário é deles e não meu. E Big Brother eu acho chato. Mas reality  e competições culinárias é tudo de delícia!

Tchau,

Carla

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