quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Sustentabilidade, COP 25 e Greta

Olá,

Faz um bom tempo que gostaria de mostrar como tento praticar ações sustentáveis no dia a dia.

Já mostrei em uma postagem anterior uma esponja ecológica da Bombril.

Mas um dia estive pensando que por causa das propagandas ficamos presos a alguns produtos. Na vida urbana, me acostumei ao uso da esponja sintética - maioria de cores verde e amarela - com lado menor (mais abrasivo) e maior (menos abrasivo). 


Esponja multi uso, imagem do site Scotch-Brite.

Lembrei que quando ia na casa dos meus avós no interior (roça), eles cultivavam, colhiam e usavam bucha vegetal para lavar vasilhas. 

Então, comprei um pedaço dessa bucha vegetal e comecei a lavar vasilhas em casa. Após um certo número de dias - ai! desculpa! não consegui precisar os dias por causa do cansaço 😕 -, coloquei no microondas por 30 segundos para higienizar... e deu certo. Fiquei surpresa. Mas Dr Bactéria recomenda mais tempo, leia aqui

A bucha vegetal nova - planta originária do "Velho Mundo" - é dura,  mas deixando um pouco em água morna ela vai amolecendo. 

Para sujeiras que precisam de mais força, uso lã de aço inox - que não enferruja e dura muito tempo. Mas tem um site - POSITIV.A - que recomenda e vende uma bucha para limpeza pesada feito a partir de rede de pesca. Ainda não tive oportunidade de usar. 

Essa bucha arrumada eu comprei para tirar a foto,
porque eu uso aquela que compra em pedaço in natura. 

Composição do pano: 100% algodão. O algodão foi clareado quimicamente, 
mas não achei outra opção sustentável no mercado. 

Trocando o velho pelo novinho! 😂

Pano de algodão super imundo que joguei fora e troquei por um panosponja de celulose da 
marca SpontexÉ absorvente, mas não dobrável.

Outro hábito que tinha era comprar esses panos descartáveis, entre eles o famoso PERFEX, para uso na cozinha. Mas muitos desses "paninhos" contém poliésteres que aumentam a durabilidade do produto, mas demora muito para se decompor caso sejam descartados no ambiente. 


Pano Perfex. Imagem da Ypê.

Fui ao mercado e achei melhor comprar pano 100% algodão e virgem (nunca usado), porque cumpri a função de limpar e secar, é 100% algodão - melhor para o ambiente - e super barato. Uso até ficar encardido e jogo fora diminuindo o impacto ambiental das minhas ações. 
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23/12/2019
Mudei de ideia e atitude. Fervi o pano para desinfetar, mas não consegui clarear. 
Vai dar para usar mais um pouco na cozinha.



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Eu li... vi... escutei... muitos comentários sobre a COP 25 - 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (ONU) - que aconteceu na Espanha durante esse ano. 

Acho legal o empenho da Greta Thunberg em alertar a população mundial sobre os impactos ambientais. A iniciativa e protagonismo tão jovem é muito inspirador. Ela está de parabéns. 

Só achei que as queimadas que aconteceram na Amazônia ficaram taxadas como as vilãs da intensificação do efeito estufa no planeta Terra. Impacto ambiental se reduziu a problemas na Amazônia. Usaram isso para não discutir sobre uso abusivo de combustíveis fósseis e o aumento de gases poluentes liberados na atmosfera. 

É, o Jair Bolsonaro não é muito polido nas falas. Mas a popularidade da Greta e os governantes evitando relacionar combustíveis fósseis com poluição deve ter incomodado muito.

Depois que começaram os comentários de que o Leonardo DiCaprio é ambientalista, eu fico bisbilhotando ele na internet, mas a maioria das coisas é babado de celebridade - chatice, mas estou sabendo que o príncipe gatinho vai casar - e "não como substituir um produto por outro mais sustentável"...  ainda não aprendi nada com ele, mas eu o cito para romper a ideia que reciclagem é o trabalho árduo de catadores de papeis que o fazem por subsistência.  

Artesanato também é uma boa ideia para reutilizar um determinado material e/ou confeccionar algo mais personalizado.  

Reutilizando agendas e cadernos usados: retirei as páginas usadas e
usei fitas de cetim para fazer a capa - aprendi no Youtube. Mas os marcadores
foi ideia minha.


Em lojas especializadas para artesanato existem fibras recicladas 
para enchimento de Amigurumis (bonecos, bichos e plantas 
feitos de crochê com técnica japonesa) e enfeites de feltro.  
Finalizando a Mari - minha aluna com TA - em versão Amigurumi. 
Queria  dar um livro, mas quando vi o preço 😱, desisti e fui fazer 
um Amigurumi. 😂 Ela amou.
Reutilizo caixas pequenas usando papel de presente (parte externa)
e papel carmuça (parte interna). Dependendo da qualidade da caixa
(geralmente utilizo caixa de sapatos/tênis), dá para aplicar um verniz
incolor na parte externa - fica bonito e ajuda a conservar mais. As caixas de tênis
famosos costumam ser as melhores para reutilizar.
Aprendi um pouco de crochê na infância,
mas com falta de prática fui esquecendo.
Mas relembrei assistindo o canal
Two Bee. Recomendo! Coloquei retalhos, porque não
tinha fibra de enchimento na hora... tudo torto. 😂

Tchau,

Carla

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Como erradicar isso?

Somos intolerantes.
...
Tive a oportunidade de visitar uma pessoa que veio me falar de seu filho: jovem, bem sucedido, relaciona bem com os amigos, mas distante...
Ela me mostrou várias fotos em festas, com uma namorada e sem o uso de bebidas ... descartei o autismo...
Mas a namorada não saio da minha cabeça... de áreas distintas e namorando.... ela é de uma hierarquia abaixo... 🤔... Jargão Cristão... pronto! Descobri.
O jargão facilita relacionamento com moças evangélicas.
...
Essa história aconteceu em 2014, no Ceará, mais precisamente em Jericoacoara. O corpo de uma turista italiana foi achado em uma das trilhas da paradisíaca cidade com sinais visíveis de tortura e execução por estrangulamento. Não houve furto ou abuso sexual ou rastro de pegadas ou automóvel.
A principal suspeita era uma colega carioca que parece ter usado todas as drogas durante a estadia no paraíso.
Se ela estava tão doida acho que não daria conta de fazer um serviço tão "perfeito".
Na italiana foram encontrado vestígios de tudo que devia estar incomodando naquele lugar:
... quem fez isso sabia que iria provocar um grande repúdio. 
...
Lembrou um pouco a história da Eliza Samúdio.
...
Com a educação combatemos a intolerância e o machismo, mas e o tráfico?

sábado, 23 de novembro de 2019

Eu sou uma aberração

Olá,

Isso aconteceu faz algum tempo. Mas, como eu não sou das mais espertas, demorei a perceber.

Eu gosto muito de ler e fazer cursos e, trabalhando como professora, fui fazer um curso de Plantas Medicinas na UFLA - Universidade Federal de Lavras.

Eu teria de me afastar da função de professora e, para não prejudicar os colegas e alunos, levei - com antecedência - uma documentação oficial da universidade declarando os dias em que estaria ausente no trabalho.

A direção da escola não cedeu e passou o caso para outro órgão, que por sua vez, também não cedeu ao meu pedido. Como estava tudo pago e eu tinha muita vontade de fazer esse curso, me ausentei. 

Mas com a minha documentação, a direção conseguiu que outra pessoa me substituísse de forma que nem os alunos e a escola ficasse prejudicada... somente eu. 

Fiquei feliz com o curso, aprendi muita coisa na época, fiz amizades... foi bom, mas fiquei no prejuízo financeiro e com o nome na Corregedoria (órgão responsável por fiscalizar os funcionários públicos). 

Passou uns dois meses depois, um outro professor - estudante de graduação da UFMG - também precisou se ausentar por uns dias para uma viagem técnica do curso e conseguiu, facilmente, a liberação por parte da direção e sem a necessidade de uma documentação oficial.

Eu fiquei com aquilo na cabeça. Por que o tratamento havia sido tão diferente? 

E várias vezes, eu percebia que as pessoas me tratavam tão mal. Por que aquilo? 

Até hoje e EUREKA: Eu não tenho jargão cristão. Caramba!

A direção era evangélica e o rapaz também. E eu.... eu... eu.... de repente, me bateu um medo. 

cor escura na pele + fala pouco + .... = 😬😨👽👽👽😱😱😱

Aprendendo mais uma vez que eu é que tenho a obrigação de me adaptar ao outro. 

Tchau,

Carla

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Azul x Vermelho!

Olá,

Desde o impeachment da Dilma Rousseff eu percebo que aconteceu uma forte polarização: direita x esquerda, bons x maus, caneta azul x caneta vermelha (mas no ENEM é preta), etc

E um acaba não aceitando muito o outro. Eu já fui levada pela ignorância dos fatos várias vezes. 

Quando não temos uma visão muito ampla e aprofundada sobre um assunto, temos tendência a generalizar e a colocar a culpa em algo e/ou alguém. Mesmo sendo uma leitora voraz, eu admito que tenho essa falha. E cá entre nós, temos limite, né?!

Nós, brasileiros, trabalhamos tanto... ficamos tão cansados... não damos conta da nossa vida, casa, trabalho, férias... e, aos poucos, tudo vira uma bola de sorvete, ops, neve - é o calor minha gente 🌞🌞🌞🌞🌞!

Por causa do que aconteceu comigo no SISU-UFMG/2019 (fui indeferida pela Comissão de Heteroidentificação e considerada muito branca para a vaga destinadas a negros - pretos e pardos - e deficientes) e, também por influência do meu irmão - estudioso sobre liberalismo, nova ordem mundial, etc - acabo lendo um pouco sobre o assunto mais voltado para a direita. 

Mas veja só um trecho da entrevista sobre a Anita Leocadia Prestes, filha de Olga Benário e Luís Carlos Prestes,:

"O capitalismo leva ao individualismo, então, se não existe uma educação contra isso, que ensine que homens e mulheres devem ser solidários entre si, é meio difícil exigir das pessoas que tomem partido", afirma. Partido, no caso, era ser contra o capitalismo."

A entrevista é do site Uol: Comunismo, o inimigo inventado

Ainda não tive tempo de ler O capital, autoria de Karl Marx, para dar uma boa crítica, mas não acredito que o capitalismo distancie as pessoas... como também não acredito que o comunismo aproxime. 

Solidariedade e outras atitudes consideradas positivas pela sociedade crescem com uma boa educação e a divulgação desses atos. 

Estou lendo o livro "História da Educação" por Cynthia Greive Veiga e estou aprendendo tanta coisa. 

No livro traz um resumo sobre a história da educação em outros países e fiquei encantada com a educação pública na Alemanha, desde 1700 e abobrinhas falava na educação pública para a população alemã... fiquei maravilhada... até eu virar a página e ter mais um parágrafo assim "Quanto à educação para mulheres..." juro que quase chorei... de tristeza 😩😩😩!

Não vou me estender sobre isso, mas a direita culpa a esquerda e a esquerda culpa a direita. E fica esse debate o tempo todo. Afeta a política, economia, taxa de desemprego, etc. E essas lutas e discussões afetaram até o meu trabalho. Às vezes, fica aquela falácia que preciso me esconder em alguma sala vazia. 👂👂

É, estou de greve... de repente, meio ambiente de trabalho ficou nojento! 😖😵

Se você quiser ajudar o pobre: não vote em partidos de bandeira vermelha ou azul, vote em candidatos que apoiam a educação de qualidade para todos. 

Tchau,

Carla
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Quase esquecendo dos filmes. Não interessa a visão política, nenhuma mulher merece viver o que elas viveram! 

Olga



Milada


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Parece que tem futuro!

Oi!

Estive pensando melhor sobre algumas coisas que me ocorreram.

Amanhã estarei paralisando como protesto por uma Educação Pública de Qualidade, por causa do corte de verbas e outras retaliações da prefeitura contra as escolas.

As terceirizações estão acontecendo de forma deficiente e prejudica muito o trabalho e o ambiente. 🤢🤮

Mas o governo Bolsonaro tem me surpreendido. Não sei se os funcionários públicos têm medo dele ou de seus ministros (Moro?), mas as coisas têm funcionado do jeito que a equipe deles tinha planejado. 

Desde a implantação de cotas - para universidade e concursos - no governo Lula, não havia comissão de heteroidentificação (racial) e nem perícia médica... mas no primeiro ano de Bolsonaro o negócio funcionou tão bem. Até eu fui indeferida ( e duas vezes)

Agora o Ministério Público está fiscalizando mais e expulsando os alunos que fraudaram o sistema de cotas. E querem inclusive uma legislação específica para incriminar quem usa de má fé as vagas de cotas. 

Isso foi uma observação! 

Tchau!






domingo, 15 de setembro de 2019

Meritocracia e empatia

Olá,

Dia desses, teve uma festinha no meu trabalho... uma despedida de alguns colegas que não vão poder continuar trabalhando conosco. 

Em comemorações ou despedidas sempre combinamos de cada um levar um lanche para compartilharmos. Mas têm algumas pessoas com restrições alimentares, então sempre tentamos levar um lanche variado para tentar agradar a todos. 

Por causa do problema no metabolismo, bebo suco, café ou refrigerante sem açúcar. Na hora de servimos, uma colega pegou o suco de uva - sem açúcar - e eu perguntei:

Eu:                 Você pode consumir açúcar?
Colega:          Sim, eu não tenho problema com açúcar.
Eu:                 Então, você pode beber do outro suco - com açúcar -?
Colega:          Não. Eu quero esse daqui. - nisso, ela encheu o copo.

Talvez ela seja novata na escola, e não tenha percebido a mensagem super discreta que mandei para ela. Mas não gosto da ideia de julgar os outros, porque o meu "desconfiômetro" deu curto-circuito no nascimento. 😀

Pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm a pior fama a respeito da empatia. Acredito que isso ocorra por causa das "falas francas"... argh... tem que ver quando é TOD... 😖😖😖😖😖!

Talvez essa falta de empatia seja um mal generalizado, porque não é trabalhado nos meios sociais (trabalho, escola, casa, igreja, etc). 

Ainda não nos preocupamos com esse "bem comum" que é direito de todos. Aí, você verá algumas falas que parece que a pessoa surtou. Lembra do "miserê"?



Na verdade, ainda temos uma construção social muito meritocrática que abrange até as universidades públicas brasileiras. 

Quando universitária, uma das minhas colegas de estágio era bolsista - isto é, recebia uma remuneração pelo estágio -, mas o problema era a condição financeira que ela tinha... ela não precisava daquela remuneração. Nós, os outros colegas, achamos que ela havia conseguido por causa da influência do pai dela. O pai, professor universitário concursado, também é um meritocrata. 

Eu não acho que a pessoa tenha de trabalhar de "graça", a ideia não é essa. Mas pessoas com influência e boas condições financeiras podem percorrer outros caminhos, e não ficar dependendo de assistência do governo.  

Muito difícil combater algo que está tão enraizado, mas não impossível. 💓

Ops, quase esqueci de indicar um filme: Até o último homem:


Tchau,

Carla

sábado, 31 de agosto de 2019

13 bilhões?

Olá,

Por causa da política, sou obrigada a escutar muitas coisas. Às vezes, da direita... outras vezes, da esquerda...

Eu entendo que o papel do presidente (a) é representar e não atuar nos mínimos detalhes de uma aprovação de uma lei ou projeto. Mas estou uma pouco chocada como tudo tem sido tão mal feito. 

Ainda não sei se de forma intencional para derrubar aqueles representantes indesejados... ou se os responsáveis não foram tão competentes assim. 

Estive lendo sobre o Ciência Sem Fronteira... excelente projeto para estudo no exterior e que virou piada: "Turismo Sem Fronteira". 

Foram gastos 13 bilhões de reais com uma maioria que não precisava de ajuda financeira.

Agora, essa perrenga danada! 



Como estudantes catarinenses aproveitaram ou desperdiçaram bolsas do Ciência Sem Fronteiras

Integrantes das classes A e B, entre 20 e 24 anos e aspirantes a engenheiros: um perfil que predomina entre os alunos que participaram do programa de bolsas no exterior Ciência Sem Fronteiras (CSF) pela Universidade Federal de Santa Catarina nos últimos cinco anos. Os dados inéditos foram levantados pela mestranda em Sociologia Política da UFSC Karen Lucia Martinez. Em todo o Estado, o programa incluiu cerca de 3,8 mil estudantes – de graduação e pós. Parte soube aproveitar as oportunidades, ganhou até prêmios, mas alguns desperdiçaram a chance.
...
A mudança dos planos divide opiniões de estudantes, professores e acadêmicos. Isso porque, embora seja uma oportunidade de investir na internacionalização das universidades brasileiras (fator que conta muito para melhorar posições nos rankings mundiais), estimular a pesquisa desde cedo e abrir portas de intercâmbio a estudantes, o programa é fruto de uma gestão bagunçada do governo federal e dentro das próprias universidades, tendo beneficiado estudantes de poucas áreas do conhecimento e com alto poder aquisitivo.
Nem mesmo os números de beneficiários informados pelas universidades e pelo governo coincidem. Nos corredores das universidades, é comum ouvir o apelido pejorativo: turismo sem fronteiras.
...
Crítico do programa desde a implantação, o sociólogo, membro da Academia Brasileira de Ciências e ex-presidente do IBGE, Simon Schwartzman, é categórico ao afirmar que os recursos seriam mais úteis se investidos em pesquisas que trouxessem "resultados palpáveis".
          ...

Leia mais nos sites: 



Tchau,

Carla

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A minha guerra

Olá,

Esse mês tive de ir à psiquiatra. Eu não queria ir, porque fiquei com vergonha de não ter conseguido diminuir a dosagem da medicação ainda.

Contei tudo que havia me ocorrido quando fui fazer a minha presencial na UFMG e o constrangimento na entrevista da perícia psicológica/médica e verificação racial. 

Fui sincera: fiquei com muita raiva. Achei que foram muito injustos comigo, mas que estava mais calma. Percebi que ficar com raiva daquele jeito não iria adiantar, não estava nem conseguindo pensar direito. 

Mesmo eu alegando mais calma, a doutora achou melhor continuar com a medicação na mesma dosagem (60 mg/dia de cloridrato de paroxetina). E ficou um bom tempo conversando comigo sobre esse critérios - um pouco subjetivos - da banca avaliadora. Contei que para me acalmar eu voltei a estudar música... me lembra férias. 

Ainda estou digerindo o ocorrido. E aprendendo a ter uma outra visão... nem sempre somos vítimas... nem sempre o outro é um vilão... 

Às vezes, episódios ruins acontecem por desentendimentos, falta de informação, ... mas nesse caso, acho que foi excesso de amor... uma ternura muito grande, mas não bem direcionada. 

E aí, eu comecei a me preparar para a guerra santa, porque eu preciso defender o que é meu. E, por uns dias, tive de largar a música para estudar guerra. Ainda sou aprendiz de guerreira, mas a literatura e filmes tem me ajudado:

Livros que recomendo:

1. O príncipe - Nicolau Maquiavel;
2. A arte da guerra - Sun Tzu;
3. Bhagavad Gita; 
4. Mahatma Gandhi (ainda não terminei);

depois completo mais a lista

Filmes

O contador - Nos filmes colocam os personagens "Aspies" tão estereotipados que fica difícil ser perceber autista. Sim, eu também fico incomodada quando me interrompem em alguma tarefa.  



Sarajevo - Acreditei a vida inteira que o início da 1ª Guerra Mundial fosse por causa do morte do príncipe Franz Fernand... vai muito além disso... 

...

Depois completo a sessão de filmes também! 

Eu queria colocar a A casa das coelhinhas e Os deuses devem estar loucos... eu super me identifico com a determinação desses filmes! 😜😜😜😜😜

Estava procurando aula de luta, mas preciso terminar um relatório antes. 

Pensei muito na capoeira, mas /hora/-/local/-/trabalho/-/dinheiro/ não estão em harmonia. 

Um fim de semana iluminado! 

Carla

domingo, 18 de agosto de 2019

Intercâmbio do meu irmão em Portugal

Olá,


Depois que eu fui diagnosticada no TEA (Transtorno do Espectro Autista), mais uma pessoa da minha família também recebeu o laudo: meu sobrinho (6 anos e no TEA/TDAH).

Têm outros com suspeitas... meu irmão caçula. Teve uma vez que o caçula - ele se chama Bruno - estava sem conversar em casa e meus pais começaram a reclamar muito comigo. Conversei com eles para terem mais paciência com ele, pois a diferença de idade podia estar interferindo. Sabe como é, né? Um aborrecente e dois velhos enjoados num mesmo ambiente! 👦👴👵 Só pensei e eu não falei isso. 😀

Eu não tive oportunidade de residir em outro país, mesmo por pouco tempo, mas incentivei o meu irmão caçula a fazer isso desde que ele entrou na universidade. Talvez ele conseguiria se abrir um pouco mais. Ele não aceita ir ao psiquiatra ou psicólogo... talvez por essas características ainda não terem gerado ainda graves problemas sociais a ele.

Através da faculdade, ele conseguiu uma vaga de mobilidade acadêmica – intercâmbio – para a Universidade de Coimbra, em Portugal (universidade mais antiga do mundo). Por causa do acordo entre as duas universidades, ele não pagaria os custos das disciplinas que iria fazer, mas o resto – passagens ida e volta; passaporte; moradia; alimentação e outros – deveria ser custeada por ele. 

Como ele admira o Eduardo Bolsonaro, eu questionei várias vezes se a escolha do país estava relacionado a isso - na verdade, eu o incentivei estudar no Canadá -, mas ele jurou que foi por causa da nota da prova de seleção que ele fez. 😑😕Mas ainda fiquei desconfiada. 

Eu: "Então, foi por causa do Harry Potter?"
Ele: "Já te falei que não foi por causa de nenhum dos dois. Foi por causa da nota." 

Por causa disso, eu comecei a falar "ora pois" toda vez que conversava com ele.

É, eu incentivei... agora tenho que ajudar... lá se foi a minha viagem de janeiro... fiquei novembro-dezembro/2018 a janeiro/2019 só por conta disso. Achei que a Universidade de Coimbra e o Consulado seriam ágeis na liberação de documentos... oh vida!... mais um lugar no planeta repleto de burocracias. Isso me deixou muito ansiosa e com dores pelo corpo! E estava rolando ENEM 2018 e SISU 2019... argh... 😟 Ora pois. 

As aulas do 1º semestre iniciariam em 4 de fevereiro, mas conseguimos colocar ele no voo – direto para Porto - somente dia 1... de fevereiro, né?!. Eu escolhi Porto por ser mais próximo de Coimbra, isso facilitaria o translado para quem não conhecia Portugal. Ora pois.

Por segurança, antes da viagem dei um Lonely Planet Portugal, é um livro com muitas informações e mapas - inclusive turísticos - sobre o país. Conseguimos um quarto numa república de estudantes, porque não havia vagas no alojamento da universidade. Aliás, a própria universidade indica o site UNIPLACES para achar uma vaga de moradia. Ora pois.

Ele gostou muito de Portugal – conseguiu passear em Coimbra, Lisboa e outras cidades. Existem muitos museus e belíssimas igrejas. Além de obras em homenagem ao período do reinado, inclusive com um rei/imperador em comum conosco: Dom Pedro I. 👑Ora pois.

Aliás, tem outro rei que é muito famoso por aqueles lados... Roberto Carlos!!!! 👑🎵 A gente também exporta monarquia!

Capela de São Miguel no Paço das Escolas. Coimbra, Portugal.
Biblioteca Joanina. Coimbra, Portugal.
Como estava frio, ele quis comprar um aquecedor de cama...
boa ideia. Melhor que ter um monte de cobertas
em cima do corpo. 

A escritora J. K. Rowling foi professora de Inglês em Porto, uma das cidades – junto com Coimbra – que iniciaram o uso daqueles uniformes que serviram de inspiração para os trajes colegiais de Hogwarts – escola de bruxos – da série Harry Potter. O uniforme ainda é tradição - não obrigatório -nas universidades – Porto e Coimbra –, mas diferente de antigamente ninguém é preso por não usar o traje. Ora pois. 

Por tradição, alguns alunos fazem apresentação de fargo - música portuguesa - nas ruas:


Muitos empolgam e bailam! 💃

Assim que chegou, entrou em contato com a APEBCoimbra – Associação de Estudantes e Pesquisadores Brasileiros em Coimbra – e fez um tour com eles pelo campus. Achei a ideia incrível, é uma forma de ajudar uns aos outros e eles promovem outros eventos, como tour em bares para encher a cara na cerveja... 🍺! 

Por causa do acordo de mobilidade acadêmica, ele teve direito a cursar algumas disciplinas que ele achasse interessante e optou por duas de inglês com um professor irlandês. Durante os cursos, Bruno teve de apresentar um trabalho e escolheu o tema Escola Austríaca de Economia. Entendeu a minha desconfiança?  Ora pois.

Para economizar, ele optou por almoçar e jantar sempre no campus, até onde sei ele não tem restrição alimentar, mas me avisou que o restaurante universitário oferecia opção de jantar tradicional, vegetariano ou lanche. Ora pois.

Almoço e jantar no restaurante da Universidade de Coimbra,
Coimbra, Portugal.

Dom Afonso Henrique, primeiro rei de Portugal.
A vestimenta lembro o Cavaleiro Templário que
aparece em um dos filmes do Indiana Jones. 

Só achei que ele demorou para tirar o NIF – documento que possibilita você abrir uma conta bancária no Santander como estudante universitário – na Finanças Públicas (Avenida Fernão de Magalhães - portando o passaporte e documentos que comprovem que é estudante em Portugal). Após isso, eu pude fazer transferência de dinheiro pelo TRANSFERWISE. Aliás, quem recomendou foi a Bruna Mansur, ora pois:


Quando chegou em Coimbra, ele ligou para casa avisando que tinha chegado e estava bem. Inclusive, foi pelo telefone do senhorio – proprietário da casa/república -. E só.. não ligou mais avisando como estava. 

Passou uns 45 dias, recebi uma mensagem gigantesca avisando que “o meu irmão não queria se comunicar mais em casa e se eu tinha notícias dele. Se ele foi para outro país, foi com incentivo meu!” Ora pois!!!

O quê? Como assim? Conversei com ele e expliquei a importância de se enviar fotos e alguns relatos para os familiares, principalmente pais. Deu uma melhorada. Ora pois.

👼👼👼👼👼👼

Castelo de Guimarães, Portugal.

Assim que as aulas das disciplinas de inglês acabaram, o Bruno quis retornar para casa... acho que bateu aquela saudade... eu insisti que ficasse até 15 de julho para aproveitar mais, já que gostou muito do país, mas não adiantou. Tivemos que antecipar o retorno de julho para 14 de junho. Na verdade, fiquei preocupada... achei ele um pouco aflito. Ora pois. 😕

Antes do embarque, fechou a conta universitária no Santander e se hospedou em um albergue em Lisboa para aguardar pelo dia do voo. Como ele iria passar por Lisboa, pedi que fizesse uma compra para mim, mas o pestinha se recusou falando que a mala já estava cheia. Peste! Mas trouxe uma revista sobre Maravilhas do Mundo (National Geographic) e um chaveiro das Cruzadas de presente para mim. Ora pois, PESTE!

Atualmente, acho que cortaram o Programa Ciência Sem Fronteira que concedia bolsas - ajuda financeira em passagens aéreas, moradia e alimentação - para quem conseguisse vaga para mobilidade acadêmica em universidades estrangeiras. Mas até onde eu saiba, não havia critério nenhum, além das notas, para distinguir quem realmente necessitava - financeiramente - da verba. 

Nossa! Ficou caro e meu limite do cartão de crédito foi para o espaço. Meus pais não mexem com cartão de crédito, então sobrou tudo para eu fazer. Mas o que eu não faço pela minha pestinha?
Bruno, meu irmão caçula - ora pois -, em Portugal 2019.
Tem ilhas que pertencem a Portugal e, inclusive em uma delas, o carnaval dizem que é bem animado: Ilha da Madeira. O jogador Cristiano Ronaldo veio de uma delas:

Ora pois!!!!!

Desejo que possam ter esse tipo de experiência ou possam ajudar alguém amigo a ter. 

Tchau,

Carla