terça-feira, 20 de novembro de 2018

Mentiram (e muito) para mim

Olá,

Estou sem escrever desde o mês passado, porque o teclado do meu notebook pifou... quase 10 anos de uso: adolescente é tudo rebelde. 

Esse foi um ano eleitoral e vimos que o Brasil estava bem polarizado: direita x esquerda

Para construir a minha opinião sobre algo, eu gosto de ver os "dois lados da moeda". Por causa da nossa cultura judaica-cristã (culto da maioria da população), percebemos o mundo de forma dualística: bom x mau; Deus x Diabo; etc. Alguns aproveitam isso para elaborar "falas" partidárias e políticas com o intuito de conseguir mais seguidores.

Estamos na era moderna, época em que as notícias e "fake news" se espalham em segundos e não somos mais um país de maioria analfabeta. Devemos ir além daquilo que nos chega via redes sociais. Então, decidi ler um livro mais focado no público de "direita": Mentiram (e muito) para mim do escritor Flávio Quintela

Primeiro, quero explicar sobre o autor: Flávio Quintela (nasceu em 1975). Por causa da aparência dele (pele e olhos claros, cabelos castanhos aparentemente lisos) ele se identifica com os brancos, de descendência europeia. Alega ter estudado desde o ensino fundamental em escolas públicas - não havia bolsas para incentivo ao estudo na época dele - e formou-se em Engenharia Elétrica pela UNICAMP (escola superior pública). Atualmente, é casado e reside nos Estados Unidos onde adquiriu uma arma. Ele tem um canal no Youtube, mas publica vídeos muito esporadicamente:


Vamos a minha resenha sobre o livro:


Livro: Mentiram (e muito) para mim
Autor: Flávio Quintela
Editora: Vide Editorial
Ano: 2014
Páginas: 166

Resumo Google Books: 

A esposa dele (Alessandra) fez a capa.
O Brasil tem enfrentado, nas últimas três décadas, um entorpecimento intelectual sem semelhança na história nacional. Uma das causas desse fenômeno são as constantes e reiteradas mentiras que povoam os setores da cultura brasileira, principalmente o educacional e o midiático. Essas mentiras, ensinadas desde muito cedo a nossas crianças, são transmutadas em verdades por repetição, e acabam por criar um simulacro no qual os brasileiros, em sua maioria, vivem inermes e conformados. O livro 'Mentiram (e muito) para mim' expõe numa linguagem simples e clara dezenove mentiras comuns ouvidas e lidas nas escolas, universidades, jornais, revistas e programas de televisão, e que estão na boca das pessoas, dos 'intelectuais', dos políticos e de muitos manipuladores de opinião. O leitor encontrará nesta obra argumentos para desenvolver uma visão de mundo mais crítica, sem precisar para isso de uma bagagem filosófica e política prévia. É um livro para iniciantes na política, mas ao mesmo tempo um compêndio valioso para aqueles que já estudam o assunto. No lugar da vigésima mentira o livro é finalizado com algumas importantes verdades.

Minha opinião: 

É um livro pequeno, dividido em 20 capítulos - ou mentiras - e de fácil leitura. Em praticamente todo o livro, ele tenta mostrar, através de relatos e pesquisas, aquilo que foi ou é divulgado em ambientes públicos, como escolas, universidades e sindicatos. Os capítulos - ou mentiras - abordam temas como: mais valia, nazismo, comunismo, golpe de 64 e outros, que são constantemente apontados por aqueles que se dizem socialistas ou comunistas.
Algumas coisas eu concordo com ele, outras não. Uma delas é a chamada "esquerda caviar e cristã", já lidei com esses e não são fáceis!  

O que eu não gostei:

1º Cotas - As cotas vieram para beneficiar gente como ele: inteligente, disciplinado e dedicado. Por não ser um negro, pardo, indígena ou deficiente, ele concorreria as vagas destinados aos alunos oriundos de escolas públicas. Muitos alunos de escolas públicas ficam desestimulados ao estudo, porque tem que concorrer com alunos da rede particular, que não enfrentam problemas como baixa renda, escassez de verba, ausência de funcionários, etc. Mas a lei de cotas, atualmente, não ficou tão bem elaborada e acabou beneficiando alunos de colégios federais e militares, o que é muito injusto, visto a qualidade de ensino que eles usufruem.

Escravidão - acho um tema muito complexo para ser tratado daquela forma. Realmente, somos muito preconceituosos e só entendemos como a escravidão o que aconteceu com o povo africano na América do Sul. É uma falha educacional nossa. E a escravidão aconteceu com outros povos e em outras épocas também. Por exemplo, o nazismo usou intensamente mão de obra escrava judaica e de outras minorias perseguidas durante a 2ª Guerra Mundial, mas em documentários sobre o tema o foco é sempre o genocídio com as suas câmeras de gás. Em todos os casos, essas pessoas usam e manipulam dados históricos, religiosos e até de cunho científico para justificar os abusos.

Lendas e folclore na educação, principalmente, infantil - aiiiiiiiii Flávio Quintelaaaaa! Você me matou agora. Não é só por causa da lei que a escola trabalha as lendas e folclore do seu e de outros povos. A intenção é a criança adquirir uma cultura saudável, diminuir o preconceito e soltar a imaginação! O que você acha que foi trabalhado na infância de Johanna Basford (famosa pelos livros de colorir) ou  J. K. Rowling (autora da série Harry Potter)? 

Ainda não conheço o trabalho de Olavo Carvalho (ídolo do Flávio, que por sua vez, é o ídolo do meu irmão) e nunca li o Manifesto Comunista de Karl Marx para dar uma opinião mais madura, mas assim que puder eu o farei. 

Recomendo!

Tudo de bom,

Carla

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