quinta-feira, 6 de setembro de 2018

ENEM e incêndio

Olá,

Eu fiquei tão desanimada em entrar na universidade de novo depois do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Acho que afetou o meu psicológico.

Muitas pessoas que convivem nesses ambientes não enxergam um lugar desses como benefício para a nação ou memória da humanidade. 

Eu fico imaginando algumas coisas que as pessoas promovem quando necessitam de algo a nível do "eu" - como um reajuste salarial - e o que fazem a nível do "nós".

Às vezes, vivenciamos coisas tão ruins e desagradáveis que o "nós" acaba sendo deixando de lado. 

E fiquei me imaginando novamente nesse tipo de ambiente repleto de "eus". Às vezes, as minhas peculiaridades me atrapalham e fazem que eu não consiga acompanhar o jeito do N.T. (neurotípico). E se eu passar, os professores serão neurotípicos.

Nas horas vagas vou continuar estudando, apesar do pouco tempo que resta. Mas fiquei muito desanimada. 

Eu crio muitas expectativas e quando a frustração vem, ela vem com tudo. É uma falha minha.

É cada coisa: reserva de vaga para alunos de colégios federais e militares de alta renda, neurologista que não sabe o que é autismo, advogada que consegue prova para se incriminar, dermatologista que adiciona ácido retinoico em produto para queda de cabelo,...

Henrique Meirelles, que nunca foi pobre, graduou-se pela universidade pública (USP). Ele já fez alguma doação para a universidade onde ele se formou?

E o Jair Bolsonaro que é um militar, acredita no Exército, mas os filhos não são militares. Parece que ser do Exército não é tradição de família.  

Tchau,

Carla

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