domingo, 26 de agosto de 2018

A importância de um diagnóstico

Olá,

Quando fui descobrindo minhas características (Altas Habilidades e inconclusivo para Asperger/Austimo) percebi quanto seria saudável um correto diagnóstico para uma pessoa.

Você e seus familiares aprenderiam a lidar melhor com essas características. Antes, eu me condenava por não conseguir fazer ou pensar algo do jeito do outro. Eu me percebia diferente o tempo todo. Com a internet, essas doenças e transtornos estão ficando mais conhecidos e compartilhados via redes sociais. 

Para melhorar o meu trabalho (sou professora), consegui para a coordenação escolar alguns locais que fazem atendimento especializado gratuito para crianças e adolescentes em Belo Horizonte. A coordenadora principal - Mary - ela se transformou no "Charles Xavier" dos X-Men (sempre a procura dos especiais). Nós comentamos com ela sobre o aluno, ela entra em contato com a família e faz o encaminhamento para um desses locais. Tem o Nítida da UFMG, o da FUMEC, etc. Desde o início do ano a PUC-Coreu prometeu que vai lá na escola e até hoje nada.


Eu estava feliz, achei que tivesse dando certo.  Até o dia que ela me contou da recusa da família em aceitar a dificuldade da criança/adolescente. Ficou parecendo que temos uma implicância com os alunos. E não é isso. Aí meu coração partiu! Porque o aluno só terá direito à assistência adequada com ele possui um laudo. 

Por não serem devidamente assessorados, eles podem não desenvolver as habilidades, por exemplo. Eu fiquei preocupada e aborrecida. E tive que pensar em um próximo plano: as vantagens.

É desagradável perceber que um filho seu é diferente dos outros. Muito difícil aceitar isso. Ainda mais quando o comentário vem de uma pessoa desconhecida. Então, fiquei pensando em mostrar as vantagens (direitos com o laudo) de se ter um correto diagnóstico:

+ prova diferenciada;
+ cotas em concursos e empregos públicos;
+ monitor de inclusão;
+ desconto em passagem de ônibus; etc.

Esse é o novo jeito de ajudar! Caso a criança precise de algum medicamento, eles estão iniciando com tratamento homeopático. Às vezes, o aluno apresenta sintomas de automutilação, porque tem depressão infantil ou Transtorno Desafiador de Oposição. A automutilação vai além dos joguinhos da Baleia Azul.

Mesmo um aluno comportado, pode apresentar algum transtorno que dificulte o seu aprendizado ou socialização no futuro. Algumas síndromes são visíveis como a Síndrome de Down, mas outras não. 

Lidar com essas coisas não é fácil para a pessoa e a família. O filme a História de Luke relata um pouco dessa dificuldade de socialização de um autista típico com laudo. Mas não sei o que seria o Zach (empregador dele) e a prima Meghan. Assim como o Luke, eu também gosto de culinária. 


Tchau,

Carla

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