sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Cappuccino Fit sem lactose

Olá,

Eu havia dito que estou com distensão abdominal. Eu sempre tive um corpo mais magro e nunca engordei muito. Então, essa barriga grande está incomodando. Eu engordei, mas nunca fiquei com a barriga tão inchada. Quando conversei com a psiquiatra (sofro de TAG,  sou portadora de Altas Habilidades e inconclusivo para Síndrome Asperger/Autismo), ela me recomendou que observasse alterações corporais com uso de glúten, lactose e cafeína.

O açúcar já havia tirado da minha alimentação, porque me altera muito, me deixa agitada, provoca insônia e crises de fome da madrugada. O açúcar avacalha todo o meu dia. Pensei em cortar o glúten para perceber se era ele que me inchava, mas mudei e comecei a observar a lactose. E sim! A lactose funciona como um açúcar-fraco e também me deixa agitada.

Eu nunca fui muito fã de leite, mas no dia a dia bebo um cappuccino, como biscoitos e bolos que podem ter leite (todos em versão diet). E fica difícil controlar isso. Cortar alimentos, trabalhando e estudando é muito complicado. 

Eu estava me sentindo muito cansada e com sonolência durante à tarde, por causa disso, bebia mais cappuccino para diminuir esse sono... até o dia que comprei um cappuccino a base de leite de coco (comprei em uma farmácia de florais para experimentar ). Aí pude comparar e perceber o quanto a lactose estava me prejudicando.

Cappuccino Fit - 100 g - Vila Alimentos

Está escrito na embalagem:

"Sem adição de açúcar. Com xylitol. Com colágeno. Com leite de coco. Baixo teor de sódio. 



Metade do pote, porque são só 100 g de produto. 

O produto misturado somente a água, isto é,
sem adição de leite vegetal ou animal.

Ingredientes: leite de coco em pó; xylitol; colágeno hidrolisado; café solúvel; cacau em pó; goma xantana; canela em pó; antiumectante dióxido de silício; aroma de café; aroma idêntica ao natural de capuccino. Aromatizado artificialmente. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Opinião: Achei o gosto forte. Eu gosto de cháfé - café fraco. O gosto muito forte não me agrada. Misturo com o leite de soja baunilha para ficar mais agradável. Tentei fazer uma versão em pó com leite de soja Olvebra (sem açúcar e sabor baunilha), mas ficou enviável: MUITO CARO! Tem tem leite de soja (sem açúcar e sabor baunilha) versão líquido da Yoki que é um pouco mais barato.

No começo, eu estranhei o gosto do cappuccino com leite de coco, mas misturei com leite de soja ômega da Olvebra (sem açúcar e sabor baunilha) e o gosto ficou mais agradável. Ainda não fiz uma versão receita para colocar no blog, porque achei os ingredientes muito caros. O leite de soja Olvebra dobrou o preço, já era caro e atualmente está caríssimo! 💸

A insônia afeta toda a minha rotina de vida: fico estressada, sem paciência, com mau humor, dor de cabeça e afeta até a minha aparência (olheiras, cara de cansaço, etc). E quando perdurava dias, ficava triste e depressiva, com raciocínio lento e sem disposição. 

Já descobri que a glicerina, açúcar (branco, demerara, mascavo ou coco) e lactose afetam o meu bem estar. Se perceber mais coisas, relato depois.

Espero ter ajudado,

Carla

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Estudante de colégio militar custa três vezes mais que o da rede pública

Olá,

Observem essa reportagem do site de notícias ESTADÃO:

Estudante de Colégio Militar custa três vezes mais que o da Rede Pública

São R$ 19 mil por estudante, por ano, gastos pelo Exército nas 13 escolas existentes - que têm piscinas, laboratórios de robótica e professores com salários que passam dos R$ 10 mil. (...)
O setor público investe, em média, R$ 6 mil por estudante do ensino básico anualmente. (...)
As escolas militares não têm a função de formar quadros para o Exército - só uma minoria segue a carreira e quase todos vão para boas universidades. (...)
"A maioria dos nossos professores tem pós-graduação. Temos psicólogos, infraestrutura.” (...)


A formação deles é tão fraca, mas tão fraca que eles precisam de cotas para conseguir oportunidade de estudo em Universidades Públicas. 😕

6) A lei vale para quem estudou em colégios militares também? (site MEC)

Sim, vale para todas as escolas públicas de ensino médio. O conceito de escola pública se baseia na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9394/96, art. 19, inciso I:
Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam–se nas seguintes categorias administrativas:
I – públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público. 

Morri. Tchau,

Carla

domingo, 26 de agosto de 2018

A importância de um diagnóstico

Olá,

Quando fui descobrindo minhas características (Altas Habilidades e inconclusivo para Asperger/Austimo) percebi quanto seria saudável um correto diagnóstico para uma pessoa.

Você e seus familiares aprenderiam a lidar melhor com essas características. Antes, eu me condenava por não conseguir fazer ou pensar algo do jeito do outro. Eu me percebia diferente o tempo todo. Com a internet, essas doenças e transtornos estão ficando mais conhecidos e compartilhados via redes sociais. 

Para melhorar o meu trabalho (sou professora), consegui para a coordenação escolar alguns locais que fazem atendimento especializado gratuito para crianças e adolescentes em Belo Horizonte. A coordenadora principal - Mary - ela se transformou no "Charles Xavier" dos X-Men (sempre a procura dos especiais). Nós comentamos com ela sobre o aluno, ela entra em contato com a família e faz o encaminhamento para um desses locais. Tem o Nítida da UFMG, o da FUMEC, etc. Desde o início do ano a PUC-Coreu prometeu que vai lá na escola e até hoje nada.


Eu estava feliz, achei que tivesse dando certo.  Até o dia que ela me contou da recusa da família em aceitar a dificuldade da criança/adolescente. Ficou parecendo que temos uma implicância com os alunos. E não é isso. Aí meu coração partiu! Porque o aluno só terá direito à assistência adequada com ele possui um laudo. 

Por não serem devidamente assessorados, eles podem não desenvolver as habilidades, por exemplo. Eu fiquei preocupada e aborrecida. E tive que pensar em um próximo plano: as vantagens.

É desagradável perceber que um filho seu é diferente dos outros. Muito difícil aceitar isso. Ainda mais quando o comentário vem de uma pessoa desconhecida. Então, fiquei pensando em mostrar as vantagens (direitos com o laudo) de se ter um correto diagnóstico:

+ prova diferenciada;
+ cotas em concursos e empregos públicos;
+ monitor de inclusão;
+ desconto em passagem de ônibus; etc.

Esse é o novo jeito de ajudar! Caso a criança precise de algum medicamento, eles estão iniciando com tratamento homeopático. Às vezes, o aluno apresenta sintomas de automutilação, porque tem depressão infantil ou Transtorno Desafiador de Oposição. A automutilação vai além dos joguinhos da Baleia Azul.

Mesmo um aluno comportado, pode apresentar algum transtorno que dificulte o seu aprendizado ou socialização no futuro. Algumas síndromes são visíveis como a Síndrome de Down, mas outras não. 

Lidar com essas coisas não é fácil para a pessoa e a família. O filme a História de Luke relata um pouco dessa dificuldade de socialização de um autista típico com laudo. Mas não sei o que seria o Zach (empregador dele) e a prima Meghan. Assim como o Luke, eu também gosto de culinária. 


Tchau,

Carla

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Oficina de Siririca na USP

Olá,


Dependendo da Universidade Pública, há um grande espaço com plantas, prédios e até animais. Acredito que a maioria deve ter uma prefeitura para administrar um lugar grande e repleto de atividades e funcionários. 

Mas aquele espaço não fica restrito para o funcionamento de atividades escolares superiores. Podem acontecer palestras, cursos e reuniões, desde que devidamente avisados aos responsáveis pelo local. 

Existem diversas reuniões e palestras de disciplinas superiores e a maioria tem nomes comuns que servem de resumo para o seu conteúdo. Mas, talvez, para apresentar algo diferente em um horário de intervalo e descanso, alguém apostasse em um nome mais "chamativo" para o encontro.

Acredito que assim nasceu a ideia do "Oficina de Siririca" para mulheres e homens trans. O local usado foi o campus da USP, mas não foi financiado por dinheiro público. 


Eu admito que sou um pouco lenta, meu entendimento de expressões faciais, olhares e gírias nunca foi uma maravilha... argh... mas eu sei o que é siririca e agora aprendi mais um termo: homens cis

Siririca é uma gíria para masturbação feminina. Eu não sei outro apelido para isso. Mas para a versão masculina tem muitos nomes. Em roda feminina, nunca presenciei amigas conversando sobre isso. Nunca mesmo. Nem quando bêbadas falamos sobre isso. É quase segredo. A nossa parte íntima é tão depreciada que serve de xingamos por aí. 

E muitas têm namorados, porque a sociedade machista exige mais presença masculina que estudo/trabalho/bons modos e, mesmo assim, não se fala de orgasmo feminino ou respeito. Os comentários são sempre sobre a presença ou ausência de homem/sexo. Uma mulher é considerada mais respeitável quando está acompanhada e com sexo presente - saudável ou não - em uma sociedade machista.

Eu achei engraçado como a palestra deu tanta polêmica. Tem até um homem vestido de vagina no Youtube. Ficou engraçado, foi detalhista, estava de barba. Podiam ter usado ele como modelo feminino para ser tocado a vontade. 😈🐣🙈




Desculpa. Escrevi e esqueci de concluir. Nós sofremos tanto preconceito que quando nos liberamos um pouco mais, gostamos de ficar só entre a gente. Coisas femininas ficam ligadas a frescuras, futilidades e até vulgaridades. Então, cultivamos clube e Luluzinhas para não sermos ofendidas, humilhadas e constrangidas.

Tchau,

Carla

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Legalização do aborto

Olá,

Estou vendo na internet muitos comentários a respeito do aborto. É um tema muito polêmico porque envolve diferentes opiniões. Cada pessoa tem o direito de ter sua opinião sobre qualquer tema, a nossa constituição garante isso.

Eu acredito que os espermatozoides e óvulos são uma forma de vida de curta duração. Ao se unirem podem gerar uma vida de duração mais longa. Para mim, os nossos gametas não se diferem em tamanha importância quando comparada as algas azuis que produzem, através do seu metabolismo, grandes quantidades de gás oxigênio, substância essencial para nossa respiração.  


A sociedade e religiosos não se mobilizam com grande fervor pelas algas azuis. Mas bombardeiam a internet com visões distorcidas e preconceituosas de mulheres e adolescentes que procuram métodos anticoncepcionais e abortivos. 

Eu não me sinto melhor do que elas para julgá-las dessa forma. A nossa sociedade é muito machista, então a mulher ainda é vista como objeto, e quanto mais próximo você está das raízes da escravidão, pior se torna esse julgamento. Se ela não se objetifica, não consegue atrair a atenção do parceiro desejado, porque vivemos em uma sociedade machista.

Temos boas universidades públicas que é pouco acessível para pobres, somos vítimas de negligência da família-governo-sociedade, lidamos com uma sociedade muito hostil com o que é diferente, não temos terra para todos, não temos moradia para todos, não temos comida para todos, não temos medicamentos para todos... vivemos em crise ...

Eu não sei se teria coragem. Mas eu tenho casa, roupa, comida, trabalho, salário, plano de saúde... eu sei que existem várias mulheres de classe média e alta, inclusive casadas e com filhos, que já abortaram, mas cada caso é um caso. 

Só porque alguém tem uma conscientização mais ampla sobre esse assunto ou consegue controlar os impulsos e necessidades do seu corpo, não signifique que tenha que julgar o outro de forma tão agressiva. 

Sou a favor do aborto legalizado, pois vejo que com as leis atuais estamos mais matando  do que salvando vidas. 

Tem uns documentários no Youtube que ajudam a entender a dificuldade de quem decidi sobre um possível aborto e as consequências de um aborto ilegal:




Tchau,

Carla

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Museu do Mineirão e o racismo velado

Olá,

Eu fui convidada para participar de uma excursão para o Museu do Mineirão. A excursão foi organizada pelos professores de História e Geografia dentro da temática: racismo.

O racismo é, ao mesmo tempo, um assunto antigo e contemporâneo e, no Brasil, ele é muito velado. Eu demorei a entender que era negra (os pardos entram no grupo dos negros), vítima de racismo e machismo. Às vezes, eu percebia que, por qualquer pretexto, as pessoas “pegavam pesado” comigo. Mas sabe como é? Os meus cabelos lisos enganavam até a mim mesma.

Era uns comentários e perguntas sem contexto e agressivos com a minha presença:

“Onde está a sua mãe?”

“Eles olharam a sua foto e não quiseram olhar mais o seu currículo! ”

Momento leitura para todas as idades!
“Você consegue trabalhar?”

“A gente faz a comida e você lava as vasilhas.”

“Antigamente, nas universidades públicas aparecia gente bonita. Hoje em dia... argh!”

“Se você não passou em nenhum concurso público é porque não tem fé!”

"Você é muito séria." - essa eu demorei a entender. As pessoas criam expectativas sobre uma suposta libertinagem sexual e falta de compromisso e seriedade da minha parte, porque o minha pele é escura.

“Meu namorado cismou com aquela atriz da novela?
Qual?
Aquela do cabelo assim (Sheron Menezes). Morre de nojo dela.”

E as cotoveladas para dar uma despertada ou fazer inveja? E os estupros nas festas? E aí você percebe que é uma sobrevivente. Quando terminei a minha graduação, me sentia um lixo, não tinha auto estima para nada. Demorei a me recuperar e aos poucos eu fui percebendo que sem cota não sobrevivo mais naquele meio. Porque além de um pé na senzala, o outro pé é suspeito de autismo e sou mulher. E por isso eu me identifico tanto com essas histórias.

E as pessoas acham que não ser racista é estar na companhia de gente escura ou transar com mulatas. 

Desejo que um dia possam conhecer o Museu do Mineirão. Só faltou os pés da jogadora Marta!

Tchau,

Carla

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Morando em república

Olá,

Nem sempre as coisas saem como a gente imagina. E foi assim comigo quando tive que morar em república.

Não tinha a mínima noção sobre as minhas características em Altas Habilidades. Às vezes, alguém comentava alguma coisa - "você fala pouco" - ou eu tinha taquicardia. As crises de taquicardia eram constantes, um dos sintomas da ansiedade. Horrível.

A única universidade que havia conquistado uma vaga era em outra cidade, então eu tive a obrigação de morar em república. No início parecia algo bem legal a ideia de conviver com pessoas diferentes, mas não foi tão fácil assim.

Eu tive de mudar tantas vezes de moradia que hoje sinto inveja das colegas que conseguiram morar em somente um local do início da graduação ao término.

Foram diversos tipos de conflitos que aconteciam, mas que eu preferiria sair. A ideia de transtornos piores me dava muito medo. Eu achava os meus colegas de classe média e alta tão difíceis de lidar. Acredito que a maioria era neuro típico

É normal nessa faixa etária e morando em república uma certa competição, mas eu achei algo meio doentio. Nem eu que tenho um pé no autismo consigo ser tão estranha. 👽

Caso você tenha a necessidade de compartilhar a moradia, seria bom fazer uns acordos para evitar problemas e até agressões:

1. Evite fofoca, principalmente de difamação 

Fui convidada para morar em uma república que estava formando algumas moças do curso de Direito. Mas duas das antigas moradoras, não simpatizavam com as formandas, então decidiram difamá-las com histórias de prostituição. Demorei para descobrir a verdade, imagina se essa história chegasse aos ouvidos de uma mente má? 

2. Faça acordos com todos os membros antes de se mudar

Tipo: essa república pode ter namorados somente no fim de semana ou por questão de segurança nessa república não entra homens. Regras assim fazem diferença. Eu morava em uma república que o namorado de uma das moças ia constantemente lá. Achava ele legal, mas aos poucos fui perdendo a privacidade para o casal de pombinhos. Eu ficava incomoda com algumas situações: eles praticamente transavam na minha frente até durante o lanche matinal. Que pegação que era aquela! Muito constrangedor. 

Decidi conversar para conseguir uma melhora e... meus Deus... a moça fez um escândalo, uma gritaria... eu fiquei horrorizada.  Não imaginei que fosse virar aquilo. Ela começou a gritar que em hipótese alguma alteraria o ritmo do relacionamento por minha causa e que se eu quisesse era para pegar as minhas coisas e ir embora. Foi uma baixaria danada. Eu fiquei horrorizada, no outro dia saí dali porque fiquei com medo.

3. Sobre animal de estimação em república

Eu gosto de animais de estimação, mas para cuidar eles ficam caros e dão trabalho. Se você nunca teve, não mexa com isso em república. Muitos estudam e/ou trabalham o dia inteiro e fica difícil dar atenção para um animal como o cachorro. Por causa da dentição, muitos roem chinelos e outras coisas, além das fazerem fezes e urina em local inadequado e isso pode gerar conflito. 

4. Condição financeira

É meio chato falar sobre isso, porque você tem que investigar a vida alheia, mas recomendo morar em lugares que as pessoas tenham a mesma condição financeira que você. Talvez perguntando sobre a presença de faxineiras ou empregadas ajuda a escolher. Alguns preferem dividir as tarefas para economizar (assim é bom). 

5. Sujou, lavou. 

Essa regra é antiga e nem sempre dá para cumprir. Mas não deixe acumular vasilhas. 

6. Se uma na casa menstrua, logo em seguida todas irão menstruar.

7. Faça reuniões mensais só com as membras da república para desabafar. 

Vale até desabafar sobre alguém que coloca fósforo no sal.

8. Trate bem o próximo e seus colegas de república. Com boa convivência poderá ter um amigo (a) para sempre.

9. O quarto do colega de república pode ser um ótimo esconderijo para Conhaque, Chora Rita, Vodka e outras coisas que você usa, mas finge que nem conhece. 

10. Tente fazer um intercâmbio ou arrumar um emprego e seja feliz.

Tchau,

Carla

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Por que estudar?


Olá,

Durante o meu trabalho (sou professora), um dos meus alunos resmungou que ele já estava cansado de tanto estudar e que aquela rotina não valia a pena. Outra aluna escutou e foi respondendo que até para o cargo de lixeiro exige Ensino Médio e que se ele quisesse ser algo melhor, deverá estudar muito.


Eu não gosto da ideia de depreciar o trabalho de alguém, até mesmo porque não consigo imaginar o meu dia a dia sem o trabalho desses agentes ambientais. Já pensou em uma cidade sem bombeiros, lixeiros, motoristas, carteiros ou repositores de estoques em supermercados? Muito difícil. Lembra da semana sem caminhoneiros? Tenso!

Somos essenciais em todas as nossas funções. Depois expliquei que existe algumas pessoas que não puderam completar os estudos e que enriquecem, mas era uma minoria. E que a maioria dos “sem estudos” continua pobre. O fato de um ficar rico não significa regra geral e depende muito da sorte. Enriquecer assim é como ganhar na Mega Sena: poucos conseguem.

Com os estudos completos haverá mais chances de estabilidade. A maioria também não se torna rico, mas haverá mais segurança na vida profissional e financeira.

Bons estudos.

Tudo de bom,

Carla

sábado, 11 de agosto de 2018

Feliz Dia dos Pais

Olá,

Amanhã é comemoração do Dia dos Pais e eu comprei alguns presentes para o meu pai.

Meu pai não é perfeito - gostaria que ele cuidasse mais da saúde - e com o passar dos anos está ficando um pouco enjoado, mas eu gosto dele.

Eu tive a sorte de ter um pai trabalhador e paciente comigo. Mas eu tenho consciência que isso não é a realidade de muitos. 

Se você não teve uma boa família, não significa que tenha que ser um reflexo de uma vida adulto bagunçada. Desejo que tenha a oportunidade de conhecer boas pessoas, que possa mudar essa história e construir momentos mais felizes. 

E caso você não pode ter mais contato com o seu pai ou outro membro da família, que tal visitar um Casa de Acolhimento para crianças e adolescentes para doar um pouco de carinho e amor? Eu já fiz isso e funciona. Levei biscoitos casadinhos (sequilhos com recheio de goiabada) e eles gostaram. 😋

Adoro filmes, então vai a indicação de dois filmes que ajudam a entender um pouco as superações na vida:

1. À procura da felicidade - com o ator Will Smith


2. A cabana 


Quase me esqueci de falar do presente dele.

Meu irmão gosta muito do canal Nando Moura e já comprou uns 4 livros de política na loja  virtual dele. Inclusive me emprestou um do Flávio Quintela para ler, mas estou sem tempo por causa do ENEM. Inspirado no meu irmão, decidi comprar um livro para o dia dos pais  (o meu alega que não é da direita e nem da esquerda, ele é brasileiro): A Elite do Atraso - Jessé Souza. 

Ele não usa perfumes, por isso comprei um
desodorante mais sofisticado. E os chocolates são
poucos e sem açúcar.
Feliz Dia dos Pais,

Carla

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Traços de autismo

Olá,

Hoje foi dia de ir ao psiquiatra. Acordei desanimada, mas fui. 

Aprendi com o tempo a lidar com o meu humor. Sempre quando há alterações nas coisas que faço ou quando estou chateada com algo ou estou na TPM/cólicas, tento compensar com alguma coisa que gosto. 

Por exemplo, em momentos de estresse as "doçuras diet" estão liberadas. Canjica, biscoitos, compota, geleia, paçocas, frutas secas (uva e banana passa, damasco - só no promoção), amendoim, castanhas e, principalmente, chocolate. Ai! Chocolate 🍫 é um grande prêmio. Esse ano fiquei barriguda por causa disso. Se nessa premiação tiver obras de arte (museu ou exposição)... uau... vou para o céu 😋😍! E assim meu dia e humor melhoram incrivelmente. 💗 Amo isso!

O que eu não sabia era que esse "prêmio" era um subterfúgio para quebras de ritual. Eu sempre achei que não tinha ritual, pois sempre liguei essa palavra a práticas religiosas como fazer o sinal da cruz em frente a uma Igreja Católica (não faz sentindo fazer reverência para algo de tijolo e cimento 😐). Quando me explicaram o que é ritual, fiquei muito sem graça. Eu tenho muitos rituais e não sabia. E também coleciono, catalogo coisas e não sabia: Você sabia que a jaca é asiática?

Eu fui atendida por uma neuropsicóloga - mestranda da UFMG - e esses são alguns traços do autismo. Como hoje iria ser atendida pela psiquiatra, comentei com ela sobre o atendimento da neuropsicóloga, esses traços de autismo e a distensão abdominal. Ela  - a médica - deixou bem claro que isso não iria alterar nada, pois o tratamento continuará sendo o mesmo. Decidi insistir:

- Como assim não vai alterar nada?
- Você tem TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) e a medicação, no seu caso, tem que ser o Cloridrato de Paroxetina.
- Mas se eu souber que sou autista posso aprender a evitar situações que me estressam.
- Ah sim! Mas eu quero que você entenda que a medicação para TAG em situações de autismo também é a mesma. 
- Agora entendi. 

E ela continuou explicando sobre como evitar situações que estressam. E sobre a distensão abdominal, ela pediu que eu observasse quanto ao consumo de leite e farinha branca (glúten), pois esse dois ingredientes costumam provocar isso.

Eu fiquei chateada com a conversa. Não parecia importante ser diagnosticado. Precisaria somente de tratar esses sintomas ruins com medicação e pronto. Vocês não tem noção de quantas coisas negativas nós passamos sem um diagnóstico conclusivo. Em quantos médicos já fui para saber de sintomas gástricos que na verdade eram forte ansiedade. 

"Por que você treme?"
"Você tem um jeito de falar diferente."
"Você é doente?"
"Você é quase muda."

Esses comentários e perguntas são feitas, na maioria das vezes, de forma bem desagradável e hostil. Acabam com a auto estima de qualquer um.

Hoje descobri sobre as crises nervosas - meltdowns - e lembro de uma delas na infância: estava de férias no sítio do meu avô e meu pai queria ir perto do rio, ele gostava de recordar do tempo que pescava ali. Ele era paciente comigo, então fui atrás dele. O capim estava alto, por causa da chuva e lembro de sentir muito na pele, tocando o tempo todo. Cerca de uma hora depois, eu comecei a chorar muito e a gritar sobre bichos que mordiam minha pele. Fiquei histérica. Ele me levou para casa e as pessoas ficavam me olhando sem entender porque eu estava daquele jeito. Não tinha bicho nenhum. Mas minha pele estava vermelha. Minha avó foi passando água na minha pele até eu acalmar. 

Talvez em outro momento ou em outra família "sem paciência", eles iriam entender que eu estava fazendo "birra"/"pirraça" e podiam até me bater. Parece besteira, mas não é. Faz muita diferença até no tratamento do filho (a). Esses vídeos mostram algumas crianças em situações de dificuldade, mas infelizmente estão em inglês: 




Na adolescência essas crises podem virar auto mutilação e tentativas de suicídio. É coisa séria. 

Não sei como concluir. Muito chateada. 

Tchau,

Carla

domingo, 5 de agosto de 2018

Política e o blog

Olá,

Estou esperando sair a lista oficial dos candidatos a presidente com seus respectivos vices para fazer um comparativo no blog. 

Vou tentar ser imparcial, porque fiquei um pouco decepcionada com um debate que assisti e o candidato não conseguia nem falar. Como ele ou ela defenderá suas ideias se não consegue falar. Fica difícil.

Acho o Brasil um país muito rico. Mesmo com o nosso histórico (eu acredito que o Brasil só conseguiu se tornar Brasil a partir de 1822 - com a independência - e estava com os cofres vazios), conseguimos dar uma incrível "volta por cima". Ficamos com a herança da má distribuição dessa riqueza que, como consequência, gerou violência e insegurança. 

Independente da teoria defendida (liberal, socialista, etc) vou comparar se os candidatos praticam o que alegam defender. Porque me incomoda muito uma pessoa de pensamento extremamente liberal ser funcionário público ou os "Che Guevara" que só frequentam lugares elitizados. 😕

Mas eu acredito que um país não pode seguir somente uma teoria política. Um bom país seguirá as teorias que melhor se encaixam naquele momento, e que ajudam o seu povo a prosperar. Na verdade, essa é a opinião do meu pai. 

Eu não sou monarquista ou republicana ou comunista ou ditadurarista (existe isso?). Eu sou brasileira e quero um país mais saudável para todos. Nosso país precisa de muita ajuda. É obrigação de um bom país incluir, distribuir e prosperar! E só grandes 💗 times conseguem isso:


Tchau,

Carla