quarta-feira, 4 de julho de 2018

Aprovação automática nas escolas públicas

Olá,

Muito se fala a respeito da Educação Escolar de qualidade. 

Há diversos motivos para acontecer a evasão escolar. Para evitar isso, muitos projetos foram criados. Um deles, chamado Escola Plural, foi implantado a "Progressão Continuada" nas escolas municipais. Isto é, o aluno não seria reprovado, assim evitaria que os alunos retidos ficassem mais velhos em um ambiente de mais novos (esse detalhe de idade e tamanho foi apontado como um dos fatores de evasão escolar). Além disso, trocou-se até as notas (0 a 100) para conceitos (A, B, C, D e E) de forma a incluir mais. E, também, para reduzir gastos.


Atualmente, nas escolas municipais de Belo Horizonte tem os Ciclos (1, 2 e /4, 5 e /7, 8 e 9º anos) com reprovação nos anos finais de cada etapa (ou ciclo). Dessa forma, evitaria o terror da evasão. 

Eu não tenho dados concretos para afirmar se diminuiu ou não a evasão e, se os alunos formados no fundamental II conseguiram se formar no Ensino Médio. Realmente não tenho informações sobre isso. E, eu também não estudei por esse método. Formei na escola pública, mas só vivi a escola seriada, com reprovação em cada ano.

Na minha casa, todos têm o Ensino Médio (antigamente era 2º grau). Quando em um local todos têm um determinado nível de estudo, a tendência é serem todos iguais ou alguns conseguirem até um pouco a mais. Acho que meus pais não suportariam a ideia de conversar com filhos sem estudo. 😁

Mas quando estudava, a gente percebia as características dos colegas reprovados. A evasão vai além do desânimo de lidar com colegas mais novos. Está relacionado a isso e outros fatores, como: falta de dinheiro, falta amparo familiar, gravidez na adolescência... De acordo com a pesquisa da Márcia Jacomini, salvo raras exceções, os repetentes e evadidos da escola são os mesmos excluídos socialmente. Leia a pesquisa dela aqui.

Não acho correto crianças e adolescentes assumir um compromisso tão sério como essa "Progressão Continuada" ou "Reprovação em ciclos finais". Nem eu tenho maturidade para isso. Se tivesse feito isso durante o curso superior, eu iria me formar sem saber nada (eu já acho que não sei nada, imagina se tivesse certeza?).

A ideia atual de ter um programa gratuito como o NITIDA/UFMG que diagnostica, auxilia e atende alunos carentes parece ser o caminho mais viável. Tem que saber qual o real problema de aluno antes de sair aprovando ou reprovando. Talvez ele só seja um autista ou tenha déficit de atenção... acho a Progressão Continuada uma forma malvada para não incluir.   



Por exemplo, em casos de alunos com Altas Habilidades (superdotação) - diagnosticados e amparados - pode-se usar a Aceleração de série, ano ou ciclo. Como professora, nunca presenciei isso acontecendo. 

Percebam se os políticos tem ideias promissores na área da educação pública e se os filhos deles estão nessa escola que eles tanto modificam, alegando ser para o bem de todos. 


Tem aqui outra reportagem da Revista Escola, mas eu tenho receio dela. A Revista faz um comparativo com a Educação da Finlândia. Eu não gosto desses comparativos, porque eles são superficiais e a Finlândia tem uma história e contexto social completamente diferente do nosso Brasil. Mas fica aqui o link, caso queira ler.

Tchau,

Carla

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