quinta-feira, 3 de maio de 2018

Meritocracia e cotas

Olá,

Existem muitas pessoas que condenam o sistema de cotas, porque alegam a falta de meritocracia no momento de seleção de candidatos para colégios federais de ensino médio e  técnico, superior ou emprego público.

Procurei na internet uma explicação sobre o significado do termo Meritocracia

Conceito Google: "predomínio numa sociedade, organização, grupo, ocupação etc. daqueles que têm mais méritos (os mais trabalhadores, mais dedicados, mais bem dotados intelectualmente etc.)."  

Conceito Wikipedia: "neologismo cunhado pelo sociólogo britânico Michael Young nos anos 1950, é uma palavra híbrida, formada pelo latim mereo ('ser digno, merecer') e pelo grego antigo κράτος, transl. krátos ('força, poder') que estabelece uma ligação direta entre mérito e poder.

Eu não sinto que alguém que use o sistema de cotas tem menos mérito que outra pessoa. Ela talvez só não esteja no mesmo patamar de formação cultural e acadêmica que outras, por diversos motivos: financeiros, fenotípicos ou intelectuais. 

Mas também não acho justo uma pessoa que estuda em um Colégio Federal ou Militar através da ampla seleção tenha direito a concorrer as cotas para universidades ou emprego público. A última seleção do Colégio Militar de Belo Horizonte (leia em reserva vagas) nem sequer teve alunos cotistas aprovados. Por que então eles precisam de cotas para entrar na Universidade Pública

Quando mais jovem procurei formação técnica em Belo Horizonte. Fiz provas seletivas de ampla concorrência para Cefet e Coltec. Fui reprovada nas duas. Gostaria de ter feito curso Técnico de Química ou Informática. Neste caso, eu faria o técnico concomitante, isto é, ensino médio com técnico (integral). Esses colégios tinham boa reputação de alunos serem aprovados em boas universidades para quem quisesse dar continuidade de estudo e preferência para estágios e empregos para quem desejava um trabalho. 

Pensava no curso técnico por causa do mercado de trabalho. Mas fiquei triste ao saber que muitos, naquela época, não faziam o estágio e só ficavam com formação do Ensino Médio. A maioria dos alunos que conseguiam as vagas eram da rede particular. Acontecia algo similar quando eu estava na universidade. 

Eu não entendo um investimento tão alto para cursos em que as pessoas simplesmente não querem atuar na área. Não há sequer uma triagem para "identificar" quem realmente tem aptidão para determinada profissão, algo que poderia ser feito antes ou depois da prova (Vestibular e/ou ENEM). 

As cotas devem levar em consideração tempo de estudo na escola pública, raça e renda. Mas podiam fazer um triagem posterior ao Enem sobre a vaga concorrida, porque é um investimento muito elevado para cada estudante que não vai exercer a profissão ou já tem o chamado "QI" para cargos privilegiados. Pessoas assim podem ficar na particular, vão conseguir atuar no mercado do mesmo jeito. 

Por isso eu divulguei o príncipe Dom Rafael Orleans e Bragança, para pessoas de alta renda se identificarem com ele. Ele é bonito, engenheiro, trabalha, influente, elegante, brasileiro, bem criado, bilíngue e tata.... raneto de Dom Pedro II (uau! Um superdotado de alto nível!). Ele se formou na PUC-RJ, universidade bem conceituada. Lá o curso que quero é caríssimo. Argh! 😟 Dizem que lá as alunas vão para as aulas com bolsa da Chanel. Eu uso uma bolsa da Feira Hippie que cabe tanta coisa e custou R$45,00. Estou feliz do mesmo jeito. 

Se você quiser ler mais sobre o tema:





Com carinho,

Carla

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