segunda-feira, 23 de abril de 2018

A história de superação de Temple Grandin

Olá,

Eu já fiz uma postagem sobre o Mês Azul (caso você não tenha lido, clique e leia aqui).

O mês de Abril foi escolhido como campanha para conscientizar as pessoas sobre o Autismo. A cor azul é usada, pois a maioria dos autistas diagnosticados são do sexo masculino. Mas hoje, esse mês vai ficar um pouco cor de rosa.

Mas tem autistas do sexo feminino também. Como eu trabalho em escolas públicas, eu lido com o público de inclusão social: autistas, superdotados, hiperativos, deficientes físicos, deficientes mentais e acolhidos (crianças e adolescentes que por motivos de segurança são retirados da família e colocados em Casas de Acolhimento - abrigos/orfanato); sendo que nem todos tem direitos ao serviços de monitor de inclusão ou atendimento no AEE (Atendimento Educacional Especializado).
Este livro é recomendando, mas
ainda não tive oportunidade de ler.

Os transtornos, como o autismo, não escolhe classe social ou raça. E não podemos fechar os olhos para eles. As campanhas são feitas com o intuito de aprendermos a lidar melhor com o outro e evitarmos constrangimento e conflitos. 

Ontem, eu tive a oportunidade de ver o filme de superação da autista Temple Grandin. Ela foi diagnosticada aos quatro anos de idade e o médico alegou para a mãe a famosa origem do autismo: "A Mãe Geladeira" (ela seria culpada pelo estado do autismo na Temple, visto que a mãe seria incapaz de amar e transmitir isso para a filha). 

Se você assistir ao filme, vai perceber que a Temple conseguiu vencer um autismo grave com a ajuda persistente da família. Com sua memória e sensibilidade, ela conseguiu diferenciar os comportamentos animais e lidar com suas necessidades.

Identificar não é rotular. É só para sabermos lidar melhor com o próximo. Antigamente, pessoas com autismo eram internadas em manicômios. Com a história da Temple é possível imaginar autistas diagnosticados estudando, trabalhando e se relacionando com os outros dentro dos seus limites. Devemos respeitar o próximo.

Temple Grandin e atriz Claire Danes.
Eu gostei muito do filme. Espero que gostem também. Não achei em locadora, só na internet. 


Tem o site da Lagarta Vira Pupa que pertence a jornalista Andréa que é mamãe do Theo, um autista. Ela já escreveu livro e traz informações no site também. 

Eu aprendi muita coisa, desejo que aprendam e compartilhem também.

Queria experimentar a máquina do abraço dela. Será que me acalmaria? 😟

O autismo de Temple permitiu que ela entendesse
o comportamento animal e publicasse livros e
artigos voltados para o bem estar deles.
Tudo de bom,

Carla

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