quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Reportagem: De tirar o chapéu

Olá,

Vou compartilhar uma boa notícia (um pouco velha) que li:

De tirar o chapéu

Ele poderia estar preocupado apenas com a própria vida, mas o amor pela natureza o fez doar tempo e trabalho para cuidar também das margens da Quadra de Esportes do bairro São Marcos. Além de ter capinado o matagal e deixado o espaço limpo, Welisson Lage, de 42 anos, teve a sensibilidade de plantar mudas frutíferas no local, como mamão, amora, acerola, graviola, limão, jabuticaba, goiaba e laranja. "Em no máximo três anos, quero ver todas essas árvores dando frutos", espera Welisson, que é morador do bairro Sagrada Família, mas foi criado ao lado da Quadra de Esportes do São Marcos, onde seus pais residem.


A ideia de cuidar da marginal da quadra surgiu no início do ano, após o período chuvoso. "Percebi que o mato tinha tomado conta de toda parte de fora da quadra. Como a prefeitura (Prefeitura de Belo Horizonte) não vinha limpar e meus pais são os únicos vizinhos da quadra, resolvi fazer o serviço", A princípio, segundo o empresário, alguns vizinhos incentivaram e outros acharam estranha a atitude. Mesmo assim, Welisson deu continuidade ao trabalho. "Agora, o pessoal já acostumou a me ver limpando. Alguns vizinhos até doaram mudas para eu plantar aqui", comemora.


A Quadra de Esportes do São Marcos é de propriedade da Prefeitura de Belo Horizonte e foi reformada em 2012. Porém, de acordo com Welisson, não há ninguém para cuidar do espaço, já que no local só trabalha um vigia durante o dia. "Eu comuniquei ao vigia que iria fazer esse trabalho e ele achou muito interessante. Ele chegou até a falar que, se as plantas crescessem, eu seria um herói. E eu acredito que essas árvores darão frutos, pois fui conscientizando as crianças a não pisarem nas plantas", conta.


Hoje, além de manter as margens da quadra sempre limpinha, dia sim, dia não, Welisson irriga o local para fortalecer as mudas. "A quadra dispõe de um poço artesiano, mas eu irrigo as plantas com a água da casa dos meus pais", observa Welisson, que conclui: "Isso aqui é uma terapia para mim. Eu gosto de mexer com terra e de cuidar da natureza. Acredito que se as pessoas parassem de reclamar e cuidassem mais dos espaços públicos perto de suas casas, nós teríamos uma cidade mais arborizada e mais agradável para viver", declara.


Reportagem do Jornal do Bairro São Paulo e Região, ano 1, nº 5, Outubro/2016, Belo Horizonte/MG

Sigam sempre os bons exemplos! E 2017 seja um ano repleto de bons exemplos! 😉

Tudo de bom a todos,

Carla