domingo, 4 de outubro de 2015

Caso Gaia Molinari e mochileiras

Olá,

Quando eu viajei em janeiro deste ano, eu estranhei muito o comportamento dos meus familiares. Eles me ligam, mas não tanto. Eles ligaram muito mesmo.

Eu achei aquilo muito estranho.

Como em dezembro estava muito ocupada, eu fiquei sabendo do caso da turista italiana que morreu no Ceará, mas não associei, pois não havia prestado atenção.

Esses dias eu vi uma foto do corpo dela... Alguns jornais citaram que tinha um estilingue junto. Eu não acompanhei o noticiário na época e entendi que ela havia caído no chão e morreu... algo assim. Quando vi a foto, eu fui procurar saber mais. 

Gaia Molinari.
Cada jornal/site citam detalhes de forma distorcida, fica difícil para entender o que havia acontecido. Mas tudo dava a entender que havia sido a tal da amiga de quarto.

Mírian França.
Independente de quem praticou o crime, as mochileiras ficaram com a imagem um pouco negativa. Fica parecendo que somos loucas que viajamos sozinhas, dormimos com qualquer pessoa e somos usuárias de drogas.

As coisas não são assim.

Eu já viajei em grupo e foi horrível, não fiz as coisas que gostaria de ter feito, já tive de cuidar de bêbado, ficar debaixo de chuva, perder passeios, ... nunca mais.

Já dividi cama de casal com prima, tia, irmão, amigas de faculdade, cachorro, mochila, mala, etc. Mas em viagens de família e amigos próximos.

Eu acho estranho dividir cama de casal com uma pessoa que acabou de conhecer em uma viagem de mochileiro. Mas a Gaia me passou uma impressão muito positiva, pode ser que a Mírian tenha sentido isso também.


Eu achei muito luxuoso para alberguista, mas ela afirmou que era inicialmente uma viagem com a mãe. Para a família a gente sempre se esforça mais.

Quanto ao uso de drogas é algo muito individual (alegaram que Mírian usava maconha e skank). As bebidas alcoólicas também são um tipo de droga e dependendo da quantidade de uso podem alterar muito a percepção e memória.


Tenho colegas que ao ficarem bêbados falam idiomas nunca falados.  E no outro dia não se recordam de nada. Talvez seja por isso que ela tenha tido dificuldade para contar o que aconteceu.




Quando eu trabalhava como professora do EJA, alguns alunos usavam roupas de frio em épocas de muito calor. O uso de drogas como a maconha altera a percepção do ambiente.

Eu gosto de beber vinho, mas quando viajo evito álcool o máximo possível. Tenho receio de acontecer algo. Eu não uso outros tipos de drogas (exceto medicamentos).

Mírian apresentou comportamentos esquisitos. Ela foi detida como suspeita e não como criminosa. Achei que a imprensa e as pessoas distorceram muito.
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Atualização

Foi uma prisão preventiva e não definitiva. A Mírian tinha condições de arcar com hospedagem e alimentação para ela durante o período que ela estivesse em Fortaleza (na investigação)? 

Acho que a delegada tentou usar aquilo que estava disponível como ferramenta.

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Ela foi detida como suspeita de ter feito o quê? Eles contaram? Toma cuidado com a língua da imprensa. A imprensa não é a polícia.

As pessoas sempre ficam "imaginando coisas" com moças de boa aparência sozinhas. Mírian tem boa aparência... Gaia tinha boa aparência.

Mulher tem que ter atenção redobrada, viu?

Mochileiras são pessoas legais! Só queremos passear e fazer amizades...

Ele mora em uma ilha e gosta de nadar até os barcos para pedir comida. Paraty, RJ.

Itacaré, Bahia.

Itacaré, Bahia.

Um amigo gatinho. Itacaré, Bahia.


Tudo de bom a vocês,

Carla
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Tem algumas notícias sobre Jericoacoara/Ceará, caso você acredite:

Cidade Encantada de Jericoacoara

Argentino desaparecido

Narcodialética: as diferentes formas de uso do crack



Morte motivada por RPG em Ouro Preto/MG

Morte de italiana completa quatro anos sem respostas

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O Brasil ainda é muito racista. Então, eu me deparo com situações muito estranhas, às vezes, como pessoas me oferecendo homens ou me perguntando indiscretamente sobre a minha família e querendo muito detalhes. 

Talvez a Mírian só quis parecer um pouco mais civilizada na companhia da Gaia.

Eu percebo isso quando algumas pessoas me oferecem homens. Tinha uma colega de trabalha que sempre oferecia os sobrinhos dela, um deles morava na Europa.

Eu tive essa impressão. Os rapazes sofriam muito preconceito e precisavam se tornarem mais apresentáveis. Se as famílias se gostassem mais e a sociedade não fosse tão racista, não aconteceria essas distorções.