quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Como erradicar isso?

Somos intolerantes.
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Tive a oportunidade de visitar uma pessoa que veio me falar de seu filho: jovem, bem sucedido, relaciona bem com os amigos, mas distante...
Ela me mostrou várias fotos em festas, com uma namorada e sem o uso de bebidas ... descartei o autismo...
Mas a namorada não saio da minha cabeça... de áreas distintas e namorando.... ela é de uma hierarquia abaixo... 🤔... Jargão Cristão... pronto! Descobri.
O jargão facilita relacionamento com moças evangélicas.
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Essa história aconteceu em 2014, no Ceará, mais precisamente em Jericoacoara. O corpo de uma turista italiana foi achado em uma das trilhas da paradisíaca cidade com sinais visíveis de tortura e execução por estrangulamento. Não houve furto ou abuso sexual ou rastro de pegadas ou automóvel.
A principal suspeita era uma colega carioca que parece ter usado todas as drogas durante a estadia no paraíso.
Se ela estava tão doida acho que não daria conta de fazer um serviço tão "perfeito".
Na italiana foram encontrado vestígios de tudo que devia estar incomodando naquele lugar:
... quem fez isso sabia que iria provocar um grande repúdio. 
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Lembrou um pouco a história da Eliza Samúdio.
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Com a educação combatemos a intolerância e o machismo, mas e o tráfico?

sábado, 23 de novembro de 2019

Eu sou uma aberração

Olá,

Isso aconteceu faz algum tempo. Mas, como eu não sou das mais espertas, demorei a perceber.

Eu gosto muito de ler e fazer cursos e, trabalhando como professora, fui fazer um curso de Plantas Medicinas na UFLA - Universidade Federal de Lavras.

Eu teria de me afastar da função de professora e, para não prejudicar os colegas e alunos, levei - com antecedência - uma documentação oficial da universidade declarando os dias em que estaria ausente no trabalho.

A direção da escola não cedeu e passou o caso para outro órgão, que por sua vez, também não cedeu ao meu pedido. Como estava tudo pago e eu tinha muita vontade de fazer esse curso, me ausentei. 

Mas com a minha documentação, a direção conseguiu que outra pessoa me substituísse de forma que nem os alunos e a escola ficasse prejudicada... somente eu. 

Fiquei feliz com o curso, aprendi muita coisa na época, fiz amizades... foi bom, mas fiquei no prejuízo financeiro e com o nome na Corregedoria (órgão responsável por fiscalizar os funcionários públicos). 

Passou uns dois meses depois, um outro professor - estudante de graduação da UFMG - também precisou se ausentar por uns dias para uma viagem técnica do curso e conseguiu, facilmente, a liberação por parte da direção e sem a necessidade de uma documentação oficial.

Eu fiquei com aquilo na cabeça. Por que o tratamento havia sido tão diferente? 

E várias vezes, eu percebia que as pessoas me tratavam tão mal. Por que aquilo? 

Até hoje e EUREKA: Eu não tenho jargão cristão. Caramba!

A direção era evangélica e o rapaz também. E eu.... eu... eu.... de repente, me bateu um medo. 

cor escura na pele + fala pouco + .... = 😬😨👽👽👽😱😱😱

Aprendendo mais uma vez que eu é que tenho a obrigação de me adaptar ao outro. 

Tchau,

Carla

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Azul x Vermelho!

Olá,

Desde o impeachment da Dilma Rousseff eu percebo que aconteceu uma forte polarização: direita x esquerda, bons x maus, caneta azul x caneta vermelha (mas no ENEM é preta), etc

E um acaba não aceitando muito o outro. Eu já fui levada pela ignorância dos fatos várias vezes. 

Quando não temos uma visão muito ampla e aprofundada sobre um assunto, temos tendência a generalizar e a colocar a culpa em algo e/ou alguém. Mesmo sendo uma leitora voraz, eu admito que tenho essa falha. E cá entre nós, temos limite, né?!

Nós, brasileiros, trabalhamos tanto... ficamos tão cansados... não damos conta da nossa vida, casa, trabalho, férias... e, aos poucos, tudo vira uma bola de sorvete, ops, neve - é o calor minha gente 🌞🌞🌞🌞🌞!

Por causa do que aconteceu comigo no SISU-UFMG/2019 (fui indeferida pela Comissão de Heteroidentificação e considerada muito branca para a vaga destinadas a negros - pretos e pardos - e deficientes) e, também por influência do meu irmão - estudioso sobre liberalismo, nova ordem mundial, etc - acabo lendo um pouco sobre o assunto mais voltado para a direita. 

Mas veja só um trecho da entrevista sobre a Anita Leocadia Prestes, filha de Olga Benário e Luís Carlos Prestes,:

"O capitalismo leva ao individualismo, então, se não existe uma educação contra isso, que ensine que homens e mulheres devem ser solidários entre si, é meio difícil exigir das pessoas que tomem partido", afirma. Partido, no caso, era ser contra o capitalismo."

A entrevista é do site Uol: Comunismo, o inimigo inventado

Ainda não tive tempo de ler O capital, autoria de Karl Marx, para dar uma boa crítica, mas não acredito que o capitalismo distancie as pessoas... como também não acredito que o comunismo aproxime. 

Solidariedade e outras atitudes consideradas positivas pela sociedade crescem com uma boa educação e a divulgação desses atos. 

Estou lendo o livro "História da Educação" por Cynthia Greive Veiga e estou aprendendo tanta coisa. 

No livro traz um resumo sobre a história da educação em outros países e fiquei encantada com a educação pública na Alemanha, desde 1700 e abobrinhas falava na educação pública para a população alemã... fiquei maravilhada... até eu virar a página e ter mais um parágrafo assim "Quanto à educação para mulheres..." juro que quase chorei... de tristeza 😩😩😩!

Não vou me estender sobre isso, mas a direita culpa a esquerda e a esquerda culpa a direita. E fica esse debate o tempo todo. Afeta a política, economia, taxa de desemprego, etc. E essas lutas e discussões afetaram até o meu trabalho. Às vezes, fica aquela falácia que preciso me esconder em alguma sala vazia. 👂👂

É, estou de greve... de repente, meio ambiente de trabalho ficou nojento! 😖😵

Se você quiser ajudar o pobre: não vote em partidos de bandeira vermelha ou azul, vote em candidatos que apoiam a educação de qualidade para todos. 

Tchau,

Carla
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Quase esquecendo dos filmes. Não interessa a visão política, nenhuma mulher merece viver o que elas viveram! 

Olga



Milada


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Parece que tem futuro!

Oi!

Estive pensando melhor sobre algumas coisas que me ocorreram.

Amanhã estarei paralisando como protesto por uma Educação Pública de Qualidade, por causa do corte de verbas e outras retaliações da prefeitura contra as escolas.

As terceirizações estão acontecendo de forma deficiente e prejudica muito o trabalho e o ambiente. 🤢🤮

Mas o governo Bolsonaro tem me surpreendido. Não sei se os funcionários públicos têm medo dele ou de seus ministros (Moro?), mas as coisas têm funcionado do jeito que a equipe deles tinha planejado. 

Desde a implantação de cotas - para universidade e concursos - no governo Lula, não havia comissão de heteroidentificação (racial) e nem perícia médica... mas no primeiro ano de Bolsonaro o negócio funcionou tão bem. Até eu fui indeferida ( e duas vezes)

Agora o Ministério Público está fiscalizando mais e expulsando os alunos que fraudaram o sistema de cotas. E querem inclusive uma legislação específica para incriminar quem usa de má fé as vagas de cotas. 

Isso foi uma observação! 

Tchau!






domingo, 15 de setembro de 2019

Meritocracia e empatia

Olá,

Dia desses, teve uma festinha no meu trabalho... uma despedida de alguns colegas que não vão poder continuar trabalhando conosco. 

Em comemorações ou despedidas sempre combinamos de cada um levar um lanche para compartilharmos. Mas têm algumas pessoas com restrições alimentares, então sempre tentamos levar um lanche variado para tentar agradar a todos. 

Por causa do problema no metabolismo, bebo suco, café ou refrigerante sem açúcar. Na hora de servimos, uma colega pegou o suco de uva - sem açúcar - e eu perguntei:

Eu:                 Você pode consumir açúcar?
Colega:          Sim, eu não tenho problema com açúcar.
Eu:                 Então, você pode beber do outro suco - com açúcar -?
Colega:          Não. Eu quero esse daqui. - nisso, ela encheu o copo.

Talvez ela seja novata na escola, e não tenha percebido a mensagem super discreta que mandei para ela. Mas não gosto da ideia de julgar os outros, porque o meu "desconfiômetro" deu curto-circuito no nascimento. 😀

Pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm a pior fama a respeito da empatia. Acredito que isso ocorra por causa das "falas francas"... argh... tem que ver quando é TOD... 😖😖😖😖😖!

Talvez essa falta de empatia seja um mal generalizado, porque não é trabalhado nos meios sociais (trabalho, escola, casa, igreja, etc). 

Ainda não nos preocupamos com esse "bem comum" que é direito de todos. Aí, você verá algumas falas que parece que a pessoa surtou. Lembra do "miserê"?



Na verdade, ainda temos uma construção social muito meritocrática que abrange até as universidades públicas brasileiras. 

Quando universitária, uma das minhas colegas de estágio era bolsista - isto é, recebia uma remuneração pelo estágio -, mas o problema era a condição financeira que ela tinha... ela não precisava daquela remuneração. Nós, os outros colegas, achamos que ela havia conseguido por causa da influência do pai dela. O pai, professor universitário concursado, também é um meritocrata. 

Eu não acho que a pessoa tenha de trabalhar de "graça", a ideia não é essa. Mas pessoas com influência e boas condições financeiras podem percorrer outros caminhos, e não ficar dependendo de assistência do governo.  

Muito difícil combater algo que está tão enraizado, mas não impossível. 💓

Ops, quase esqueci de indicar um filme: Até o último homem:


Tchau,

Carla

sábado, 31 de agosto de 2019

13 bilhões?

Olá,

Por causa da política, sou obrigada a escutar muitas coisas. Às vezes, da direita... outras vezes, da esquerda...

Eu entendo que o papel do presidente (a) é representar e não atuar nos mínimos detalhes de uma aprovação de uma lei ou projeto. Mas estou uma pouco chocada como tudo tem sido tão mal feito. 

Ainda não sei se de forma intencional para derrubar aqueles representantes indesejados... ou se os responsáveis não foram tão competentes assim. 

Estive lendo sobre o Ciência Sem Fronteira... excelente projeto para estudo no exterior e que virou piada: "Turismo Sem Fronteira". 

Foram gastos 13 bilhões de reais com uma maioria que não precisava de ajuda financeira.

Agora, essa perrenga danada! 



Como estudantes catarinenses aproveitaram ou desperdiçaram bolsas do Ciência Sem Fronteiras

Integrantes das classes A e B, entre 20 e 24 anos e aspirantes a engenheiros: um perfil que predomina entre os alunos que participaram do programa de bolsas no exterior Ciência Sem Fronteiras (CSF) pela Universidade Federal de Santa Catarina nos últimos cinco anos. Os dados inéditos foram levantados pela mestranda em Sociologia Política da UFSC Karen Lucia Martinez. Em todo o Estado, o programa incluiu cerca de 3,8 mil estudantes – de graduação e pós. Parte soube aproveitar as oportunidades, ganhou até prêmios, mas alguns desperdiçaram a chance.
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A mudança dos planos divide opiniões de estudantes, professores e acadêmicos. Isso porque, embora seja uma oportunidade de investir na internacionalização das universidades brasileiras (fator que conta muito para melhorar posições nos rankings mundiais), estimular a pesquisa desde cedo e abrir portas de intercâmbio a estudantes, o programa é fruto de uma gestão bagunçada do governo federal e dentro das próprias universidades, tendo beneficiado estudantes de poucas áreas do conhecimento e com alto poder aquisitivo.
Nem mesmo os números de beneficiários informados pelas universidades e pelo governo coincidem. Nos corredores das universidades, é comum ouvir o apelido pejorativo: turismo sem fronteiras.
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Crítico do programa desde a implantação, o sociólogo, membro da Academia Brasileira de Ciências e ex-presidente do IBGE, Simon Schwartzman, é categórico ao afirmar que os recursos seriam mais úteis se investidos em pesquisas que trouxessem "resultados palpáveis".
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Leia mais nos sites: 



Tchau,

Carla

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A minha guerra

Olá,

Esse mês tive de ir à psiquiatra. Eu não queria ir, porque fiquei com vergonha de não ter conseguido diminuir a dosagem da medicação ainda.

Contei tudo que havia me ocorrido quando fui fazer a minha presencial na UFMG e o constrangimento na entrevista da perícia psicológica/médica e verificação racial. 

Fui sincera: fiquei com muita raiva. Achei que foram muito injustos comigo, mas que estava mais calma. Percebi que ficar com raiva daquele jeito não iria adiantar, não estava nem conseguindo pensar direito. 

Mesmo eu alegando mais calma, a doutora achou melhor continuar com a medicação na mesma dosagem (60 mg/dia de cloridrato de paroxetina). E ficou um bom tempo conversando comigo sobre esse critérios - um pouco subjetivos - da banca avaliadora. Contei que para me acalmar eu voltei a estudar música... me lembra férias. 

Ainda estou digerindo o ocorrido. E aprendendo a ter uma outra visão... nem sempre somos vítimas... nem sempre o outro é um vilão... 

Às vezes, episódios ruins acontecem por desentendimentos, falta de informação, ... mas nesse caso, acho que foi excesso de amor... uma ternura muito grande, mas não bem direcionada. 

E aí, eu comecei a me preparar para a guerra santa, porque eu preciso defender o que é meu. E, por uns dias, tive de largar a música para estudar guerra. Ainda sou aprendiz de guerreira, mas a literatura e filmes tem me ajudado:

Livros que recomendo:

1. O príncipe - Nicolau Maquiavel;
2. A arte da guerra - Sun Tzu;
3. Bhagavad Gita; 
4. Mahatma Gandhi (ainda não terminei);

depois completo mais a lista

Filmes

O contador - Nos filmes colocam os personagens "Aspies" tão estereotipados que fica difícil ser perceber autista. Sim, eu também fico incomodada quando me interrompem em alguma tarefa.  



Sarajevo - Acreditei a vida inteira que o início da 1ª Guerra Mundial fosse por causa do morte do príncipe Franz Fernand... vai muito além disso... 

...

Depois completo a sessão de filmes também! 

Eu queria colocar a A casa das coelhinhas e Os deuses devem estar loucos... eu super me identifico com a determinação desses filmes! 😜😜😜😜😜

Estava procurando aula de luta, mas preciso terminar um relatório antes. 

Pensei muito na capoeira, mas /hora/-/local/-/trabalho/-/dinheiro/ não estão em harmonia. 

Um fim de semana iluminado! 

Carla