sexta-feira, 19 de abril de 2019

O risco dos rótulos

Olá,

Um dia eu citei de forma bem desagradável sobre como é importante ter um rótulo.

Tenho formação como técnica em Química pelo POLIMIG (compensei minha frustração de não ter sido aprovada em um curso público com a particular - sempre achei que era importante ter uma formação técnica... meu pai e maioria dos meus primos são técnicos formados... sempre contra a maré... sem noção... apesar de tudo, valeu a pena!) e esse curso é da área de Exatas. Então, o raciocínio é lógico e o meu foco ficou na área de desenvolver produtos. 

Todo produto precisa de seu rótulo com os ingredientes e, dependendo do caso, método de produção resumido ou detalhado de acordo com as leis. E quem faz isso é um técnico responsável. Não pode ser qualquer um. Só o responsável com o registro ativo em um órgão ou conselho próprio.

Eu não fico por aí aceitando o que os outros falam, porque elas leram algo na internet... esse tipo de coisa eu ignoro. Elas não têm direito de rotular ninguém. Isso é preconceito. 

Infelizmente, episódios desagradáveis podem acontecer com qualquer um. Uma vez, uma pessoa ficou me julgando pela minha letra: "... como a sua letra é um pouco tombada para esse lado, você deve ser uma pessoa ...". Nem lembro o que ela disse, porque não vale a pena escutar gente assim. Inclusive, acho não tinha formação nenhuma na área e pessoas bem intencionadas não usam isso para constranger. 

Foi uma coisa estranha me descobrir autista (Síndrome de Asperger), mas um alívio diante dos sintomas inexplicáveis que eu tinha. Eu já contei do dia da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro? Acordei cedo para assistir a uma missa - a Igreja é bonita, vale a pena conhecer e saber sobre o crime que aconteceu ali - e quando estava indo embora um senhor me pediu esmola tocando as minhas mãos... e a sensação era tão áspera... pareciam cacos de vidro... nem pensei direito, entreguei um dinheiro e corri para um bar... fiquei lá até passar aquela sensação... horrível!

Estou contando isso, porque não é fácil lidar com essas "esquisitices". Mas muitos gênios - pessoas que trouxeram um bem maior para a humanidade - exibem sintomas do autismo - exemplos: Albert Einstein, Isaac Newton ou Michelangelo - e muitas pessoas que almejam serem comparadas a eles imitam esses comportamentos. 

É difícil de imaginar que tenha gente que queira ser reconhecido com uma síndrome em que a maioria dos portadores nem são tão inteligentes assim. 

Como na internet tem sites que divulgam as características mais comuns encontradas em pessoas com Altas Habilidades/Superdotação, muitos por se acharem inteligentes ao serem aprovados em concursos concorridos como o ENEM ficam imitando isso... é horrível...:
Informações sobre características comuns em
Altas Habilidades/Superdotação do site APAHSD

Por causa das características do número 1 ao 4, eu já vi cada falta de respeito sendo cometida... chega a ser nojento. As pessoas se tornam insuportáveis. Por causa do autismo, acredito que só tenho a característica 10 em comum.

Eu aprendi assistindo os telejornais - geralmente com William Bonner e Fátima Bernardes - a importância de mexer as mãos quando se comunica. Antes não mexia nada. Não aguentava mais minha família me advertindo que não tinha expressão ou comprando livros "como se expressar melhor" ou "amando uns aos outros" ou "comunique de forma fácil" ou "xô, timidez!". Às vezes, eu erro muito e fica cômico! 💁👌👍✌👈👉👇👆👎👏

É muito importante ser você e se aprimorar para se tornar cada dia melhor!

Tudo de bom,

Carla

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Momento não estresse!


Olá,

Eu faço tratamento para controle da ansiedade.

Após muita resistência e ignorância da minha parte, eu comecei a fazer o tratamento alopático com psiquiatra desde 2017. Desde essa época, uso o cloridrato de paroxetina 20 mg, mas as dosagens foram variando de acordo com o nível de ansiedade.

Ainda continuo muito ansiosa e a médica teve de aumentar a dosagem novamente para 60 mg diárias. Fiquei um pouco triste, mas é necessário fazer esse tratamento... eu consigo me perceber mais... antes eu era totalmente inquieta... agora só sofro de pernas inquietas... 😳

Atualmente, trabalho o dia inteiro, tenho tarefas domésticas e estava muito preocupada com essas mudanças políticas e econômicas que acontecem no Brasil.

Os diferentes lados políticos (“direita”, “esquerda”, “mão dupla”, etc) se atacam o tempo inteiro através das redes sociais com fake news... isso gera um estresse e cansaço enormes! Eu não gosto disso. E nenhum dos lados aceita opinião contrária... o que gera mal-estar e inimizades.

Isso acabou me afetando muito.

Achei melhor me afastar disso. No lugar de telejornais e sites de notícias achei melhor ficar entre os programas de culinária, artesanato, decoração (os programas da GNT são bem legais) e até filmes do NetFlix.

Recomendo o filme: Milagres do Paraíso com a atriz Jennifer Garner. Fofura!

Além disso, estou sem dinheiro e para economizar com roupas, achei melhor customizar peças velhas... até o momento tem dado certo. Eu tenho as ideias, mas costurar que é bom... não sei nada... 😂

Comprei essa calça jeans na Lojas Marisa, mas faz um tempo.
Estava precisando de uma nova calça, então visitei
vídeos e blogs de customização de roupas e achei
que nesse estilo ia ficar legal para dias quentes,
além de poder usar no trabalho. Gostou?

Tudo de bom a todos!

Carla

domingo, 14 de abril de 2019

Cocôzinho, cocô ou cocôzão!

Olá,

Hoje eu escrevo sobre uma coisa vital na vida do ser humano: cocô 💩!

Eu não consigo pensar a minha vida sem planejar aquele momento – nada perfumoso - no banheiro. Alguns usam o termo cagar para esse ato. Eu não gosto, acho feio. Melhor é “fazer cocô” 💩. Até as senhoras como eu fazem cocô 💩.

Sim! Eu sou uma senhora! Adoro quando me chamam de dona... mas, semana passada no supermercado, um cara me pediu para eu dar licença de uma forma muita indelicada: “Sai da frente, menina!” Menina nãoooooouuuuu. Senhora ou dona. Magoei 😭.

O melhor é fazer cocô todo dia 💩.  Aliás, levando em consideração as muitas refeições que temos deveríamos fazer cocô mais vezes 💩. Acho que três vezes por dia seria o ideal. 

Mas a modernidade tirou todos de casa. Saímos cedo e retornamos tarde, seja para trabalhar, estudar, turistar ou vagabundear – existe esse verbo? Muitas pessoas não conseguem ficar à vontade em banheiros, principalmente públicos, por diversos motivos:
  • Não considero um lugar tão limpo quanto a sua casa 💩;
  • A maioria dos banheiros públicos não tem conforto, silêncio ou/e papel higiênico 💩.
  • A maioria das portas não fecham direito ou por completo 💩;
  • Nunca tem spray perfumado para disfarçar o odor 💩.
  • Lugares públicos costumam serem construídos para uso rápido e coletivo 💩.

Isso faz a gente segurar as fezes durante um bom tempo 💩, o que fazem elas ficarem mais secas e até duras (no intestino grosso tem muita absorção de líquidos).

Nós mulheres falamos mais abertamente sobre esse tipo de assunto do que os homens, pois nós somos as mais afetadas. Lançam até linha de iogurtes voltados para o nosso público 💩

Pela alimentação devemos consumir água e fibras o suficiente para manter o intestino funcionando regularmente, mas existem outros fatores que podem atrapalhar. Um deles é a posição no momento de "fazer cocô". De acordo o OMU (Organização Mundial dos Unicórnios), o cocô de toda menina, mulher ou senhora - como eu - deve ter a consistência típica de um sorvetinho unicorniano💩:



A maioria das mulheres, foram treinadas para fazer cocô em vasos sanitários que não foram adaptados a realidade intestinal feminina, então sofremos muito se o intestino for mais constipado. 

Vasos sanitários são algo recente dentro da história da evolução do intestino humano. Alguns lugares ainda conservam o hábito de homens mais primitivos, principalmente na Europa: 


O ideal é permanecer agachado para fazer cocô.
Essa foto é do site Boing Boing Maggie
Quando fiz estágio na universidade, eu vi algo parecido, mas não era azulejado. Em resumo, eram buracos no chão. Foi quando fazia estágio com o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra). 

Acho que fica a critério do proprietário da residência, escolher o tipo de vaso que deseja ter em casa. Os do leste europeu podem não ser os mais bonitos, mas são mais funcionais. 

Caso o problema seja a postura no momento de se sentar no vaso sanitário e querendo também diminuir as chances de acidente se alguém se aventurar em subir e agachar em cima do vaso (cocóras), você pode usar um instrumento chamado "banquinho de cocóras para vaso sanitário": 

Do site Akokorô.



Existem diversos modelos (madeira, plástico, etc) e vendem até pela internet. Eu comprei um da marca Akokorô. Recomendo para quem tem dificuldade em deixar o cocô com aspecto de sorvete. 

Tem algumas coisas que chamam a minha atenção, mas não é do meu ramo... é física e eu odeio física..., mas estive pensando na economia de água. Mudamos as descargas para economizar água e eu aprovo isso. Mas tem coisas que não fazem sentido:

1. Usávamos as válvulas de descargas de parede que era conectado a caixa d'água, que apresentavam o uso de grande volume de água e diferença de altura para produzir uma alta pressão quando acionada (consome em média 18 litros de água);

2. Mas alguns usavam a caixa alta para descarga, que usa um volume menor de água, mas ainda tinha uma diferença de altura para produzir uma alta pressão quando acionada (consome em média 9 litros de água);

3. Por questões de ambientalismo, higiene e estética, usamos a caixa acoplada que diminuiu consideravelmente o uso de água, mas não tem diferença de altura ou qualquer outro mecanismo que possa produzir uma maior pressão quando acionada (consome em média 6 ou 3 litros de água). 

Essa imagem com a questão do ENEM é bem interessante, mostrando a diferença no uso de caixa acoplada (6 litros de água) e válvula de descarga (18 litros de água):

Imagem do canal Física Interativa.
A apresentadora Maísa disse que já ficou 15 dias de constipação.... imagine o alívio quando ela conseguiu? E somente uma descarga foi o suficiente para dizer tchau aos 15 dias? 💩💩💩💩



Para regular o meu intestino, eu bebo muita água - tem aplicativos para smartphones que ajudam - e evito alimentos que possam aumentar a constipação como caju, banana prata, etc. Também tomo iogurte (sem açúcar) com flocos de amaranto, quinoa, aveia e castanhas. 

Por hoje é só! 

Muito cocô saudável para você: 💩

Tchau,

Carla

quinta-feira, 4 de abril de 2019

O pequeno livro do bonsai

Olá,

Uma das minhas tias sempre me dá bons conselhos e por isso gosto de presenteá-la com plantas. Ela gosta muito de orquídeas, mas ano passado escolhi dá um bonsai.

Eu dei o bonsai – uma pequena jabuticabeira - no Natal de 2018. Foi o primeiro bonsai dela. E uma das perguntas que ela me fez foi:

O bonsai junto com outras plantas dela.
Muito obrigada. Nunca tive um bonsai. Você sabe como cuidar?
Eu? Nem fico em casa... 😂😂😂”

Esse ano, como presente de Páscoa – essa minha tia é muito católica, vai a Igreja todo domingo – escolhi um livro que explicasse mais sobre bonsais:


O pequeno livro do BONSAI
Como dominar a arte do cultivo de árvores em miniaturas

Autores: Malcom & Kath Hughes
Quarto Editora – 1ª edição 2018 - 144 páginas

Resenha: Não tive tempo de ler, só passei os olhos no livro e também não conheço as técnicas de cultivo do bonsai, mas me pareceu o melhor livro – custo x benefícios:
  • capa dura e bonita;
  • ilustrações com técnicas passo a passo;
  • fotografias;
  • sumário que se divide em 3 capítulos: apresentação do que é bonsai; técnicas e cuidados com o bonsai e características das espécies mais populares;
  • além disso tem um apêndice com dicas para exposição e dados de alguns fornecedores do ramo.
Na contra capa vem escrito:

“Este livro desfaz muitos mitos, como o que diz que cultivar bonsai é difícil. Na verdade, é tão fácil quanto cultivar qualquer outra planta de vaso, ou melhor, é até mais simples do que isso.
O objetivo é tornar ainda mais fácil o cultivo do bonsai ao destrinchar o assunto em três seções específicas, que abordam o que é necessário para começar, as técnicas e os cuidados com o bonsai, e as características de cada espécie.
O texto simples e as muitas imagens e gráficos fazem deste livro tanto um guia ideal para quem está começando do zero como um manual prático para os mais experientes.
Se você quiser cultivar um bonsai a partir da semente ou trabalhar uma planta já crescida, tudo o que precisa saber está neste livro, que, como o próprio bonsai, é pequeno mas perfeitamente constituído.”



Achei um bom livro para leigos. Recomendo.  

Tudo de bom! 🤓🥰

Carla

domingo, 31 de março de 2019

Batedeira Planetária Perform Oster (600 W)


Olá,

Estava precisando de uma batedeira, o problema é que batedeira boa, não é algo barato. Por causa do trabalho, fico cansada... nessas horas a tecnologia ajuda muito. Muito mesmo. 

Eu gosto muito de ler resenhas de produtos na internet, principalmente dos produtos que quero comprar. No início das minhas pesquisas (custo x benefícios), procurei por uma batedeira da Walita ou Arno, mas ao assistir um vídeo comparativo da Arno... o barulho lembro gritos de algum filme de terror... não gostei:




Assisti a comparativos de outras marcas também:


E decidi pela planetária:

Batedeira Planetária Perform Oster – 127 V – Modelo FPSTSM2711 – Potência: 600 W

(é a mesma do vídeo acima)

Inclui:
  • botão de articulação;
  • tampa – antirespingo - com abertura para adicionar mais ingredientes;
  • tigela de INOX;
  • 3 batedores - acho que alumínio batido - (para claras em neve, massas: leves, médias e pesadas);
  • 1 batedor de massa leve com espátula flexível (indicado para bolos, tortas e purês);
  • 1 espátula;
  • controle de velocidades (8 velocidades);
  • pés com ventosas e base mais pesada;
  • manual de instruções em português com algumas receitas.
Na loja virtual Fast Shop – preço mais baixo que vi comparando pelo BondFaro e Buscapé – vi a opinião de uma cliente criticando a batedeira, alegando que não servia para bater claras em neve:


Como era somente uma crítica dentre inúmeros elogios, optei por comprar. Achei a entrega bem rápida e chegou em bom estado.

Logo que a planetária chegou a primeira coisa que quis testar foi: claras em neve. Chegou na quarta, tive que esperar o fim de semana... vida de professora/trabalhadora... passei mal na sexta à noite - meu corpo não aguenta tantas mudanças climáticas 😫😵😷 - e não consegui comprar mais ingredientes para testar receitas de massas médias e pesadas... depois eu preencho mais o blog 😀. 

Consegui três ovos, separei as claras da gema, coloquei na tigela, liguei a batedeira e nada de clara em neve:


Lembrei da minha mãe. Ela tem uma batedeira antiga e portátil, isso permiti ela usar os batedores em qualquer tigela – apesar de respingar horrores -. Ela faz o batedor alcançar o fundo de qualquer tigela, por isso clara em neve nunca foi um problema. Pensando assim, decidi não prender a tigela de INOX até consegui a clara em neve. E deu certo:


Seria bem mais confortável uma batedeira que eu não tivesse que dá "um jeitinho" para fazer o que eu quero, mas fico imaginando que se os batedores encostassem diretamente na tigela talvez o ruído fosse ser mais desagradável.

Aproveitei os ovos para fazer uma receita de bolo. O bolo ficou bom, mas eu não estou sentindo gosto de nada desde sexta. Argh!

A batedeira acompanha uma espátula de plástico preta... não gostei, é preferível você comprar uma espátula de silicone, ajuda muito mais na cozinha. 

A Oster lançou uma batedeira semelhante para a Polishop chamada X-pert. Assisti ao vídeo deles e ainda não consegui perceber nenhuma diferença em relação a minha:


Depois eu coloco mais testes usando outros tipos de massas.

Atualização em 07 de Abril de 2019

Teste de Massa Leve (bolo de fubá integral versão diet, inspiração receita do site Tudo Gostoso). Para essa receita usei o batedor de massa leve com espátula flexível:

Aprovado, mas prefiro espátula com silicone - mais flexível -.


Uma prima me fez muita propaganda do cooktop da Brastemp, pois ela havia instalado na casa dela e estava achando uma maravilha, porque além de bonito, é mais fácil de limpar. Eu fiquei encantada com a beleza e praticidade do produto e também comprei um cooktop da Brastemp, deixei o forno para comprar depois. 

E esse foi um erro. Porque são poucas as marcas que disponibilizam forno de embutir a gás de 127 V, e ficou tão difícil de achar um bom forno e com um preço razoável... Conversando com uma vizinha, ela me contou que havia comprado o forno de uma marca não famosa, mas que era 127 V e que estava gostando. 

Depois de 3 anos sem forno, fui comprar o meu e por enquanto estou feliz com o forno de embutir a gás da VENAX 50 litros. Ainda estou aprendendo a regular a temperatura (a Brastemp faz fogo baixo virar "fogueira", e a Venax faz fogo baixo virar "faísca"). Desenformei o bolo quente para ver aquela fumacinha:


Tudo de bom,

Carla

domingo, 24 de março de 2019

Minha redação ENEM 2018

Olá,

Aprendo muito sobre o meu autismo com filmes, documentários, seriados e vídeos no Youtube. Cada autista é único, não somos todos iguais... nem todos são feras da Física como o Sheldon - 1 mestrado e 2 doutorados - do Big Bang Theory (recomendo). 

Autistas de alto funcionamento são famosos na área de exatas (física, química e matemática), mas recomendo muito o canal Mundo Asperger do Victor e sua mãe Sueli Mendonça. Eles são autistas - Síndrome de Asperger - e tem mais domínio na área de humanas (são escritores e youtubers). 

Mas ultimamente estou assistindo The Good Doctor. Tem me surpreendido pela qualidade e variadas situações em que o autista - asperger/savant - e residente em cirurgia passa em seu dia a dia. O personagem principal é interpretado pelo ator Freddie Highmore, que já tinha chamado a minha atenção no filme August Rush (O som do coração)... muito fofo! Estamos vivendo períodos de muito preconceito e o seriado é focado na inclusão, então tem uma médica negra, idoso, autista, latino ... achei interessante. O que toleramos em um filme ou seriado, um dia aceitaremos na vida real. 


Em um dos episódio, um jogador profissional de games está com um sério problema de saúde e o tratamento, talvez o deixe com muitas sequelas. Mesmo assim, ele decidi arriscar. 

Às vezes, eu tenho problemas com isso. Eu vou fazer algo em que posso ter sorte ou não... é muito isso... e eu me arrisco. Toda vez vem aquela vozinha no fundo dos meus pensamentos: "... quem não arrisca, não petisca...". Eu tento mudar isso em mim, mas até hoje não consegui. Porque quando dá certo, fico feliz; mas quando dá errado.... 😭😭

Eu arrisquei na redação do ENEM 2018 e consegui 860 pontos - queria no mínimo 900 -, dessa vez não coloquei título e usei uma de música de rock como citação. Achei o tema difícil, mas atual. Mantive os erros, ok?! (O Blogger não aceita parágrafo, fiz um +/-).

Eu queria 5x200=1000, mas só um 200 me deixou tão feliz. As outras
notas ficaram entre 160 a 180.

            Recentemente, no Brasil viveu-se a guerra de notícias sobre os candidatos à presidência. Além do horário eleitoral, os cidadãos tiveram de conviver com mensagens – sendo a maioria “fake News” – via redes sociais que influenciaram as opiniões de milhares de pessoas. Logo, percebe-se o quanto é difícil lidar com essa tal liberdade digital. Com base nisso, analisaremos os efeitos do controle e manipulação de dados para os usuários da internet.
       Durante o período da ditadura militar, convivia-se com a explícita regulação de notícias e informações divulgadas e a punição para os que almejavam à liberdade. Atualmente, iludidos pelo poder de compra e facilidade no acesso à diversas informações disponíveis, não se percebe a coleta de dados – para posterior padronização de produtos e comportamentos no mercado – a que se está sujeito ao fazer uma procura em um site de busca, como o “Google”.
     Além disso, essa padronização e mercantilização de dados não leva em consideração as constantes transformações da vida humana. De acordo com o Raul Seixas, é preferível ser uma metamorfose ambulante, isto é, o tempo todo sofre-se influência da mídia, família, religião, amigos, dentre outros, que nos altera de forma a nãos sermos mais registrados por esses algoritmos, o que não os torna tão verdadeiros e confiáveis.
       Portanto, infere-se a urgência em diminuir os efeitos dessa padronização de escolhas e comportamentos até culturais, visto que é inadmissível que uma sociedade moderna tenha de ser valer de tal método para persuadir pessoas, inclusive impactando a vida socioeconômica delas. Caberia ao governo aumentar a fiscalização de empresas que atuam nesse ramo, por meio de leis e multas para os contratantes e contratados deste tipo de serviço, para permitir uma real liberdade e privacidade no uso e pesquisa pelo usuário.

Não sei se o próximo ENEM terá essa liberdade de escrita e interpretação, porque o povo ficou revoltado por causa de uma questão que falava da criação de um dialeto. Opinião: não interessa o público que usufrui o dialeto, se ele existe precisa ser estudo. Cuidado com o ENEM 2019. 

Recomendo os seriados - eu não consigo acompanhar programas televisivos como novelas, porque o horário é deles e não meu. E Big Brother eu acho chato. Mas reality  e competições culinárias é tudo de delícia!

Tchau,

Carla

sábado, 23 de março de 2019

Como consertar isso?

Olá,

Eu sempre sofri preconceito por causa do meu jeito. Viro alvo fácil. Isso me deixava bem desanimada em relação ao trabalho, estudo e até quando lidava com parentes.

Ficava imaginando porque as pessoas reagiam de forma hostil com a minha presença. Aos poucos e com muita ajuda psicológica e psiquiátrica, fui descobrindo meu autismo, minha cor, minha formação e meu sexo feminino. 

E me descobrir me leva a desvendar o outro também. 

Durante um dia qualquer de trabalho, antes das 7 horas da manhã, conversando com colegas, uma delas começou a discutir comigo sobre a possibilidade de ter me ajudado no dia anterior. Mas aquela pobre e velha professora, uma senhora aposentada em um dos cargos, estava tão descontrolada e insistente no impossível ajudar para "ontem" que eu me assustei. Fiquei tão chateada e pedi uma outra pessoa para conversar calmamente com ela. 

Mas ela ficou tão revoltada com a minha atitude que durante uns 4 meses, ela tornou o meu trabalho um inferno. Tentava me constranger, alegava que era insensível, fria e não me misturava com os outros. Sempre que tinha a oportunidade ficava me encarando pelos corredores ou na sala dos professores. 

Fiquei muito chateada. Pensei em até desisti do trabalho. Mas achei que não valia a pena confrontá-la. O estado que ela se encontrava era uma completa loucura. Havia trabalhado tanto para ajudar o marido e os filhos que enlouqueceu e perdeu o controle da vida para a ansiedade. Estava uma selvagem, não havia um pensar antes do agir.

... e fiquei pensando nisso... não quero ser agredida novamente... e a loucura do outro quase acaba comigo...  como consertar isso...

Carla